Psicólogo diz que Pedofilia é Orientação Sexual; Magno Malta Contra-ataca

De O Galileo

Magno Malta condena declarações de psicólogo de que pedofilia é orientação sexual

Em discurso no plenário, o senador evangélico Magno Malta (PR-ES) condenou as recentes declarações do professor Hubert Van Gijseghem de que a pedofilia é uma orientação sexual.

Segundo o senador, a declaração do psicólogo belga é uma mensagem subliminar e incentiva a pedofilia.

A afirmação do professor foi feita durante debate no parlamento canadense. Van Gijseghem afirmou que os verdadeiros pedófilos têm preferência exclusiva por crianças, o que é a mesma coisa de ter uma orientação sexual, que não pode ser mudada. Apesar disso, afirmou o professor, os pedófilos podem viver uma vida de abstinência. O senador não concorda com as declarações.

– É gente trabalhando ao redor do mundo para formar uma consciência de que é normal e é perfeitamente aceitável a violência sexual contra crianças – protestou o senador.

Plebiscitos

Magno Malta também defendeu a redução da maioridade penal como “parte da engrenagem” para acabar com a violência. O senador afirmou que vai propor a realização de um plebiscito sobre o tema.

Com relação à possibilidade de realização de um plebiscito sobre o desarmamento, o senador disse que a iniciativa “é louvável”. Para ele, é preciso sair da hipocrisia e discutir o assunto.

Anúncios

Igreja paga US$ 18 milhões em indenizações por abusos nos EUA

Do UOL

Washington, 13 mai (EFE).- A Igreja Católica do estado de Vermont (Estados Unidos) entraram em acordo para o pagamento de indenizações de quase US$ 18 milhões a 26 ex-coroinhas que denunciaram ter sido vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes há mais de 30 anos, informaram fonte sjudiciais.

Um dos advogados das vítimas, Jerome O’Neill, explica que eles vão dividir o dinheiro de acordo com a natureza das lesões sofridas, a recuperação e outros fatores. O dinheiro começará a ser pago no final de junho.

“Nossos clientes estão felizes pela oportunidade de fechar este capítulo de suas vidas”, disse O’Neill.

O bispo Salvatore Matano pediu desculpas em nome da Igreja, e afirmou que vai rezar para que as vítimas consigam superar o trauma dos abusos.

“Foi um processo muito doloroso para todas as vítimas e para todos os membros da família diocesana”, afirmou Matano.

As acusações foram dirigidas principalmente contra o sacerdote Edward Paquette, que de dezenas de coroinhas na década de 1970.

Em entrevista ao jornal “Burlington Free Press”, Paquette, que foi afastado do sacerdócio, disse que estava arrependido de sua conduta e que rezava pelas famílias de suas vítimas.

Perdão não substitui justiça, diz papa sobre o escândalo de abusos no clero

Do G1

Declaração foi feito a caminho de Portugal para viagem de quatro dias.
Maior ameaça vem do pecado dentro da própria igreja, disse em entrevista.

O papa Bento XVI disse nesta terça-feira (11) que a crise do escândalo de abusos sexuais contra crianças cometidos por padres deve fazer a Igreja reconhecer a “terrível verdade” de que essa grande ameaça não vem de inimigos externos, mas do “pecado dentro da Igreja”.

“Hoje nós vemos de uma forma verdadeiramente terrível que a grande opressão da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado dentro da Igreja”, disse ele a jornalistas no avião que o leva para Portugal ao responder uma pergunta sobre os escândalos de abusos sexuais cometidos por padres.

“O perdão não substitui a justiça”, disse o papa.

Bento XVI chegou a Lisboa para uma visita de quatro dias a Portugal, durante a qual fará uma peregrinação ao santuário de Fátima.
O avião papal foi escoltado em sua chegada por caças F16 da força aérea portuguesa.

Esta é a segunda viagem ao exterior realizada este ano por Bento XVI, depois da que fez a Malta, em abril passado, marcada pelas críticas por conta dos casos de pedofilia. Portugal finalizou os últimos preparativos para garantir uma recepção calorosa e festiva ao papa.

Dez mil flores da Ilha da Madeira vão compor um tapete pelo qual passará Bento XVI em Lisboa, tendo sido construído, também, na cidade do Porto, um altar em “ouro barroco”.
Esforços não vêm sendo poupados para fazer da viagem do soberano pontífice “um grande momento de alegria”, segundo o episcopado português.

Em Fátima, a cidade-santuário que, segundo o Vaticano, estará no centro da viagem papal, as ruas foram até perfumadas, deixando no ar um “leve odor de limão”.

O govero socialista chegou a decretar, apesar da crise fiscal, um feriado excepcional para o funcionalismo público para assistir às missas, fechando escolas e cancelando o expediente nas repartições.
No domingo, Bento XVI exortou os fiéis a “acompanharem a peregrinação” rezando pela Igreja e, em particular pelos padres”.

A hierarquia católica portuguesa garantiu várias vezes que a visita papal não será “obscurecida por escândalos, apesar da distribuição prevista de mais de 25.000 preservativos por militantes da luta contra a Aids.

“Trata-se de receber um chefe de Estado, e não fazer qualquer tipo de propaganda”, afirmou o porta-voz do episcopado, padre Manuel Morujão, destacando que “o papa falará para todos os portugueses, sejam eles católicos ou não”.

Nos últimos dez anos, depois da visita de João Paulo II, em maio de 2000, Portugal mudou. Embora de maioria católica, mais de 88%, oficialmente, o aborto não é mais crime no país, desde 2007, e os casais homossexuais poderão logo se casar, em seguida a uma lei aprovada em fevereiro e que espera, apenas, a assinatura presidencial.

Não será por acaso se o papa decidir falar, durante a visita a Portugal, “da sociedade de hoje”, segundo o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.

Além da celebração de três grandes missas, com a participação de cerca de 800.000 pessoas entre Lisboa, Fátima e Porto, o papa fará diversos pronunciamentos, em particular ao desembarcar, nesta terça-feira, mas também ante personalidades do mundo da cultura.

Um dispositivo de segurança excepcional será posto em prática e o trânsito, assim como o estacionamento, serão proibidos ao longo de oito trajetos do papamóvel, em Lisboa e na cidade do Porto.
As autoridades religiosas excluíram a possibilidade de os fiéis serem revistados ou controlados, destacando que “o papa não foi escolhido para viver num bunker”. “As pessoas poderão ver o Santo Padre sem nenhuma complicação”, afirmou o porta-voz do episcopado.

Papa aceita renúncia de bispo da Irlanda acusado encobrir abusos sexuais

Da Folha On line

O papa Bento 16 aceitou nesta quinta-feira a renúncia do bispo de Clogher, Joseph Duffy, que admitiu ter encoberto casos de abusos sexuais de crianças por sacerdotes na Irlanda, informou o Vaticano.

Análise: Por que a Irlanda esperou tanto para denunciar a pedofilia na Igreja?

Em um curto comunicado, citado pelo jornal “Irish Times”, o Vaticano afirmou que o papa aceitou a renúncia de Duffy em acordo com o artigo da Lei Canônica que determina que um bispo deve oferecer sua renúncia ao cargo depois de completar 75 anos.

O chanceler da Diocese Rt, Liam Seán MacDaid, deve assumir no lugar de Duffy, afirma o jornal.

No mês passado, quatro bispos católicos romanos da Irlanda renunciaram como consequência do escândalo causado por um relatório que revelou décadas de abuso de crianças em instituições irlandesas comandadas por padres, além do esforço dos líderes religiosos de acobertar o crime.

O papa já aceitou a renúncia dos bispos de Dublin Eamonn Walsh e Ray Field e os bispos Donal Murray, de Limerick, e Jim Moriarty, de Kildare.

O relatório oficial de 700 páginas afirmou que a Igreja Católica da Irlanda encobriu os abusos sexuais cometidos pelos seus padres contra as crianças da região de Dublin durante décadas.

O documento foi publicado pouco depois do relatório elaborado pela Comissão da Diocese de Dublin com o nome de 15 padres acusados pelo abuso de 450 crianças em um período de 35 anos. O relatório identifica também as vítimas e foi entregue ao ministro de Justiça, Dermot Ahern –que deve decidir se publicará o nome dos acusados, algo que pode causar uma polêmica de grandes proporções na Igreja Católica.

O pontífice aceitou também nesta quinta-feira a renúncia ao governo pastoral da diocese de Derry, também na Irlanda, do bispo Francis Lagan, que completou 75 anos.