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Os bairros de Fundão, em Recife e Caixa Dágua, em Olinda serão alvos de um grande evento social promovido pela Igreja Batista Renascer, juntamente com diversos setores da sociedade organizada e governo, em favor da comunidade.

A ação envolve diversas secretarias e órgãos do Governo do Estado de Pernambuco, Associação dos Moradores do bairro e Escolas Estaduais. Serão realizadas diversas palestras na área de saúde: atendimentos médicos, palestras sobre doação de órgãos, câncer de mama e útero, câncer de pênis e próstata, campanha de doação de sangue; cidadania: emissão de carteira de trabalho, cadastro para emprego e cursos de qualificação, cadastro para “Minha Casa, Minha Vida”, meio ambiente e família. (confira aqui a programação completa).

Um bom resumo sobre a reforma protestante

Do Blog Pr. Artur

Muro dos Reformadores, em Genebra (Suíça). Da esquerda para a direita: Farel, Calvino, Beza e Knoxx.

Muro dos Reformadores, em Genebra (Suíça). Da esquerda para a direita: Farel, Calvino, Beza e Knoxx.

Os vídeos abaixo foram produzidos pelos adventistas americanos, sobre os passos dos chamados “Reformadores”, os homens que se insurgiram contra o tirânico poder da ICAR, no século XVI. As consequências de seus atos podem ser sentidas plenamente hoje, com a profusão de inúmeras igrejas protestantes e evangélicas, descendentes diretas e indiretas da Reforma. Destas, provém as igrejas Pentecostais (a maioria na realidade cristã-evangélica do século XXI). É muito ruim que não tenhamos, a partir das próprias igrejas ditas “históricas”, arquivos multimídia disponíveis deste momento tão significativo da história da Igreja, o século XVI. Para todo o Cristianismo, este período foi um verdadeiro “divisor de águas”, não somente pelas traduções e a subsequente popularização da Escritura para vários povos europeus, mas pelas implicações a longo prazo das medidas tomadas por aqueles que entenderam que a Igreja deveria se voltar à autoridade máxima das Escrituras Sagradas, e as medidas tomadas (também no século XVI) contra o avanço de tal pensamento: o movimento que ficou conhecido como “Contra-Reforma”, da ICAR.

Portanto, para saber mais sobre fatos que suscitaram e que sucederam os principais períodos de movimentos de Reforma, no século XVI, veja os vídeos!!


Parte 1


Parte 2

Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus”. Palavras do apóstolo Paulo, no livro de Atos 20:24, que poderia muito bem caracterizar o sentimento que houve em muitos destes heróis da fé.

Do Blog Pr Artur

O papa Bento XVI apresentou, nesta terça-feira (7), a terceira encíclica de seu pontificado, “Caritas in veritate” (Caridade na verdade), a primeira a tratar de temas sociais, ditando “a reforma da arquitetura econômica e financeira internacional” depois da crise americana que atingiu os cinco continentes. Apesar do cunho político, o pontífice se recusou a classificar o documento como um texto “feito especificamente para a crise”. Trata-se, segundo ele, de uma encíclica destinada a promover “o desenvolvimento humano integral”. Na opinião do papa, a resposta da comunidade internacional à crise passa pela criação de uma “verdadeira autoridade política mundial”, que poderia ser as Nações Unidas (ONU). A proposta de Bento XVI propõe a globalização em novos termos, tendo a ONU com uma “autoridade mundial”, um “degrau superior de organização em escala internacional”.

Fonte: Criacionismo

NOTA Pr. Artur: Especulações teólógica evangélicas ou não à parte, é interessante notarmos o crescente interesse de líderes políticos e religiosos numa autoridade política mundial. Esse sentimento tem aumentado desde Kofi Annan, ex-Secretário Geral da ONU, e continua ganhando força com Ban Ki-Moon, atual Secretário. Acusado de fazer parte da seita do reverendo Moon e de ligações com o filho deste, Sun Myung Moon, Ban Ki-Moon recusa-se a falar sobre suas raízes religiosas, as quais ele diz serem “irrelevantes” para a condução de seus projetos à frente da ONU. Não sabemos os meandros do poder, mas todos sabem que João Paulo II abriu as portas, em várias frentes diplomáticas inconcebíveis, para que a ICAR rumasse a um estado de proeminência, talvez sem paralelo na História. As ações de João Paulo II, que levaram a cabo as resoluções do Concílio Vaticano II, ainda surtem efeitos. O funeral de João Paulo II, contando com a presença de tantos chefes de Estado, além de uma cobertura massiva da imprensa internacional como nunca se viu antes, é o reflexo do enorme prestígio e autoridade à qual foi lançado o pontificado romano durante o seu “reinado” (sim, reinado mesmo – desde Mussolini e Pio XI, os papas vêm sendo reconhecidos como “reis”). Ratzinger, agora, tenta consolidar, embora sem o brilho de seu antecessor, o poder de influência do Bispo de Roma. Estas “encíclicas”, sugestões de diplomatas, burburinho da mídia, etc., não são simples manifestações esporádicas e dissociadas, mas, penso eu, o reflexo de algo que já está discutido e determinado pelas principais lideranças mundiais. O pretenso governo político mundial já está pronto, prezado leitor. Já foi muito debatido (não nos surpreendamos se estiverem acertando apenas “detalhes” técnicos), muito está decidido… inclusive os meios pelos quais o sistema político regerá o financeiro.

Penso que “dores de parto” de nosso já agonizante planeta estejam muito próximas.

A ´evolução´ de Harry Potter

Do blog do Pr. Artur
Fonte: Criacionismo

A julgar pela confusão que as filmagens de Harry Potter causaram há pouco mais de um mês, quando a equipe tomou de assalto a estação de Piccadilly, o barulho promete ser tão grande quanto a expectativa em torno do sexto filme da série. e as Relíquias da MorteHarry Potter e o Enigma do Príncipe devia ter chegado aos cinemas no fim de 2008, mas teve estreia adiada por conta de ajustes feitos pelos produtores nos EUA. O atraso criou mais burburinho ainda nos fãs que não veem a hora de conferir nas telas cenas que se tornaram antológicas mesmo antes de serem filmadas, como o tão comentado beijo entre Harry e Ginny e a morte de um dos personagens mais importantes da trama criada por J.K. Rowling.

Se Londres sempre foi palco de tragédias como incêndios que estremeceram a cidade ao longo da história, não poderia começar de maneira mais coerente este novo filme. Em um dia comum, em pleno coração financeiro da capital, nuvens negras pairam sobre o Millenium Building, misteriosas forças do mal retorcem a Millenium Bridge e causam uma tragédia de proporções catastróficas. As mesmas criaturas sobrevoam a cidade e desaparecem em um beco qualquer. Quer dizer, viajam para a dimensão em que o medo também é uma força desconhecida, mas tem nome certo: Voldemort.

Mágico mesmo é o poder da franquia em levar milhões de espectadores ao cinema mesmo após oito anos de sequências que nem sempre mantêm a unidade dos livros. Ainda que muitos digam que a força de Harry Potter está se esvaindo, milhares de ingressos antecipados já foram vendidos em todo o mundo. (…)

Nota do Michelson Borges: Harry Potter ajudou a aproximar da bruxaria milhões de crianças em todo o mundo. Praticamente uma geração inteira foi profundamente marcada pelos livros e filmes do personagem. É interessante notar como a abordagem “inocente” do primeiro livro/filme foi se aprofundando, se tornando mais sombria. E muitos cristãos também acabaram envolvidos na “pottermania” sem se dar conta das implicações espirituais disso.

Do Le Monde
Virginie Malingre
Em Londres (Inglaterra)

Tradução: Lana Lim
Publicado no UOL

A resistência ao liberalismo da Igreja Anglicana na Grã-Bretanha se organiza. Em Londres, na segunda-feira (6), os mais ortodoxos desse grupo religioso oficializaram a criação de uma corrente, The Fellowship of Confessing Anglicans (FCA), que estabeleceu como objetivo levar a Igreja Anglicana de volta a suas raízes protestantes.

Desde que em 2003 a Igreja Episcopal – o nome da Igreja Anglicana nos Estados Unidos – ordenou bispo um homossexual, a comunidade religiosa, que reúne 77 milhões de fieis do mundo inteiro, se dividiu. As dissensões aumentaram ainda mais com os temas do casamento homossexual e da ordenação de mulheres ao episcopado.

A contestação é forte na África, onde há cerca de 30 milhões de anglicanos. Nos Estados Unidos, em dezembro de 2008, houve a cisão de uma faixa conservadora da Igreja Episcopal, que levou com ela 100 mil fieis dos 2,2 milhões de anglicanos americanos.

No Reino Unido, ainda que os liberais sejam maioria, os ortodoxos não podem ser ignorados. Alguns deles fazem repetidas declarações homofóbicas, como o bispo de Rochester, Dr. Michael Nazir-Ali, que teve um papel-chave na criação da FCA. Mas é sobretudo a questão do acesso das mulheres ao episcopado que causa a divisão. Além disso, ela estará na ordem do dia do Sínodo Geral, o corpo executivo da Igreja Anglicana, que deverá ocorrer em fevereiro de 2010.

“Os valores culturais não são necessariamente valores cristãos, comentou Dr. Nazir-Ali, e nós não faremos concessões”. “Neste país, as fundações cristãs foram abaladas”, declarou o arcebispo de Sydney, Dr. Peter Jensen, que esteve em Westminster na segunda-feira. “A cultura ocidental adotou e defendeu crenças e práticas anticristãs”, ele disse ainda. “E é preciso lutar pela alma da nação. Será uma guerra ideológica, uma guerra das ideias. Há muito em jogo”.

Uma existência formal
A FCA por enquanto não pretende se separar da Igreja Anglicana, ela mesma originada de uma separação da Igreja Católica Romana no século 16, mas sim tentar influenciá-la de dentro. Mas ao se munir de uma existência formal, e ao reivindicar uma ideologia próxima dos separatistas americanos, seus criadores se permitem a possibilidade de ter sua independência.

“A questão não é a do cisma”, declarou por sua vez Greg Venables, arcebispo da província anglicana do Cone Sul (na América do Sul). O cisma é se dividir a respeito de assuntos secundários. Nesse caso específico, trata-se de teologia fundamental. É ali que se dão as divisões. Não é um cisma, é uma verdadeira ruptura.

Do blog do Pr. Artur

Um protesto recente da Anistia Internacional, em frente da embaixa da Eritreia, na Holanda, para chamar a atenção do mundo às atrocidades que são cometidas em muitos países esquecidos da ONU. A imagem do container e do cadeado é uma alusão às milhares de prisões degradantes de containers que a Eritreia mantém. Para esses container vão dissidentes políticos, bandidos de alta periculosidade... e cristãos que se negaram a rejeitar a Cristo!!

Um protesto recente da Anistia Internacional, em frente da embaixa da Eritreia, na Holanda, para chamar a atenção do mundo às atrocidades que são cometidas em muitos países "esquecidos" da ONU. A imagem do container e do cadeado é uma alusão às milhares de prisões degradantes de containers que a Eritreia mantém. Para esses container vão dissidentes políticos, bandidos de alta periculosidade... e cristãos que se negaram a rejeitar a Cristo!!

Com a proximidade da nossa 2ª Conferência Missionária, disponibilizo um dos vídeos produzidos pelo Abílio e sua esposa, Poliana, sobre os países nos quais a perseguição ao Cristianismo chegou a níveis alarmantes. São vídeos que relatam um misto de histórias tristes, mas de esperança e inspiração. A situação sócio-política de cada um dos 10 países, aonde mais se persegue os cristãos (de acordo com a missão Portas Abertas), vem sendo bem mostrada nestes vídeos.

Se você é um cristão convicto de sua fé e, de alguma maneira, envolve-se com evangelismo e missões em sua igreja, assista ao vídeo e divulgue-o, se achar por bem, àqueles que podem arregimentar mais e mais pessoas para um envolvimento mais completo com a obra evangelístico-missionária. Está em tempo de irmos à ceifa… “os campos, há muito, estão brancos”!

Para ver mais vídeos desta série, clique AQUI.

Do El País

Publicado no UOL
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Três décadas de tolerância com o consumo de maconha na Holanda podem estar chegando ao fim.
Um relatório encomendado pelo governo (de centro-esquerda) aconselha reconsiderar a qualificação de droga leve para o haxixe vendido no país. A elevada concentração de Tetraidrocanabinol, a principal substância psicoativa, e o fato de que seu cultivo e exportação clandestina se transformaram em um negócio milionário são argumentos a favor de equiparar a erva às drogas pesadas.

Neste momento, um adulto, seja ou não holandês, pode consumir legalmente até 5 gramas de maconha em qualquer dos 700 locais habilitados para isso, os famosos “coffee shops”. Amsterdã a as cidades do sul, na fronteira com a Bélgica e a Alemanha, são os lugares preferidos pelos usuários, muitos deles denominados “turistas da droga”. Paradoxalmente, embora nenhum seja importunado pelos agentes enquanto fuma dentro do bar, o cultivo da droga é considerado um delito. Esse contrassenso, que desde o início fundamenta a própria ideia de permissividade holandesa em termos de droga leve, é o que o Executivo tenta resolver agora.

Kit de maconha para venda em coffeeshop de Amsterdã (Holanda), onde o consumo é legalizado

Kit de maconha para venda em 'coffeeshop' de Amsterdã (Holanda), onde o consumo é legalizado

Parte do novo enfoque dado pelo relatório, dirigido pelo democrata-cristão Wim van de Donk, deve-se ao impacto causado pelos números do cultivo ilegal de haxixe. Até 1990 os coffee shops se abasteciam de 80% da erva vinda do Marrocos. Atualmente, pelo menos dois terços da droga vendida nos mesmos lugares procedem do cultivo clandestino nacional.

Em 2008 a polícia holandesa calculou que os plantadores locais de haxixe ganhavam cerca de 2 bilhões de euros por ano com sua atividade. Além disso, a exportação anual de “nederhashish” (de “neder”, holandês) supera 500 toneladas. Levando em conta que a exportação de flores, praticamente o produto nacional por excelência, gera cerca de 5,5 bilhões de euros por ano, os três partidos governantes (democracia cristã, social-democracia e calvinistas moderados) admitiram que “devem ser ajustados os limites de nossa reconhecida tolerância na matéria”.

O ruim é que nem sequer o estudo oficial entra em acordo nos detalhes. Em suas conclusões, Van de Donk aconselha impor um carnê aos coffee shops para que sirvam só aos sócios locais. Com a lei na mão será difícil impedir o acesso de um cidadão comunitário a um desses bares sem incorrer em discriminação. E, quanto ao cultivo, sugere experimentar uma cota legal de plantações, “para que os donos de coffee shops não comprem de traficantes uma mercadoria que é ilegal fora de seu comércio e legal dentro do mesmo quando a vendem”. Uma ideia a considerar, se não fosse porque a UE e a ONU só admitem plantações de cannabis para uso medicinal ou para consumo pessoal. Na volta das férias o governo terá de se pronunciar.

Do blog Pr. Artur

A incredulidade de Tomé, de Caravaggio, ilustrando algo sobre o quê a Bíblia não tem reservas: mostrar as angústias, frustrações ou dúvidas de alguns acerca dos quais é relatado algo - mesmo que o tal seja um dos patriarcas, reis, profetas ou apóstolos! Para você, isto aumenta ou diminui a força da historicidade da narrativa bíblica? Tem dúvida? Então leia os textos do Clemente Nogueira, e, posterirmente, o nosso ponto de vista.

A incredulidade de Tomé, de Caravaggio, ilustrando algo sobre o quê a Bíblia não tem reservas: mostrar as angústias, frustrações ou dúvidas de alguns acerca dos quais é relatado algo - mesmo que o tal seja um dos patriarcas, reis, profetas ou apóstolos! Para você, isto aumenta ou diminui a força da historicidade da narrativa bíblica? Tem dúvida? Então leia os textos do Clemente Nogueira, e, posterirmente, o nosso ponto de vista.

“O filósofo americano Daniel Dennett cunhou uma expresssão da qual me tornei fã: crença na crença – (belief in belief). A expressão é boa, e a realidade que ela descreve é mais interessante ainda. Seguinte: trata-se da necessidade de crermos em algo independentemente desse algo ser verdade ou não. Ou, muito mais sério , de continuarmos a crer mesmo sabendo que não é verdade!
Cremos porque queremos crer. A verdade “verdadeira” não tem apelo , só aquela que fabricamos. Suspeito que essa é a razão para a mentalidade científica não ser popular e ceticismo e racionalidade serem desprezados. Não são comerciais. Qualquer “sentimento” faz mais sucesso que um fato.

A primeira vez que me deparei com essa idéia foi num livro de Michael Schermer, um cético americano (eu acho) -”Por que as pessoas acreditam em coisas esquisitas” -(”Why people believe in weird things”). Ele conta que foi a uma palestra de um suposto paranormal que se comunicava com mortos e mandava mensagens para seus familiares. Fim da palestra , teatro lotado, Schermer subiu ao palco e mostrou como a performance tinha sido fraude do início ao fim. Desmascarou o cara. A platéia não reagiu no início. Depois vaiou. Depois quis agredí-lo. Ele teve de sair protegido.

Uma senhora aproximou-se dele: ”pode ser falso, mas se não acreditarmos nisso acreditaremos em quê?”

Belief in belief. Aprendi que essa é uma atitude muito mais comum do que eu pensava – a verdade não é combustível suficiente para funcionarmos no dia-a-dia.

No seu livro “Why Darwinism is True” – Jerry Coyne fala da mesam coisa. Coyne é um especialista em evolução das espécies e autor do melhor livro sobre o tema (até agora). Seu livro traz provas cabais, irrefutáveis, definitivas, avassaladoras da verdade da evolução. Ele conta que em suas palestras (para gente auto- intitulada ”sofisticada”) alguém sempre se aproxima dele no final com o mesmo papo: ”Parabéns. Suas evidências são realmente irrefutáveis, mas eu prefiro continuar com minha visão de que o mundo e as criaturas são obra de um Deus que seguiu um plano em sete dias”. Ou seja: ”eu quero crer na minha crença, não me amole com a verdade“.

Richard Dawkins compara essa mentalidade com a de um cientista de verdade, que vibra e aplaude quando alguém refuta uma teoria (que se acreditava verdadeira) com base em evidência nova. Ciência é melhor do que ignorância , mas não “pega” nem dá IBOPE – preferimos “crer na crença”.

O mundo empresarial está cheio disso. O sucesso continuado dos Tom Peters e Jim Collins da vida, é fruto de “crença na crença“. Seus livros foram demonstrados falsos. Seus exemplos de empresas “excelentes” ou “great” foram desmoralizados por fatos. Seus conceitos de liderança são postos por terra todo dia. Suas desculpas depois que algum fato nega suas afirmações, são patéticas… mas continuam a encher auditórios e a faturar milhões. Não tem problema não dizerem a verdade. Nós cremos em crer. Acreditamos que crer neles é bom. Se não, afinal, vamos acreditar em quê?”.

Texto de Clemente Nobrega, pesquisador de gestão e estratégia e colunista da Época Negócios).
É interessante como o texto é, com certeza, uma referência indireta à crença cristã. Digo isto, não por inferir com um sentimento de alguém “doído”, mas pelo fato de o autor viver em um país “cristianizado” (ainda que não seja majoritariamente “cristão”) e, como todo e bom cético, lutar principalmente pela maior expressão de crença que o rodeia. Isto permeou todos os céticos da História, de quem nós temos notícia. Isto foi fato com céticos gregos, os das Idades Antiga e Média, e os da Idade Moderna. Por que seria diferente com os pós-modernos? Não, não seria.

Dito isso, atenho-me, agora, aos motivos de discordar do autor em relação à óbvia generalização que o mesmo faz quando fala em crença. Primeiro, há crenças e crenças. Talvez o autor não saiba (não sei se tem formação filosófica), mas quando sei de algo, inerentemente creio naquilo. Se vejo o monitor diante do qual escrevo e vejo aparecer os caracteres digitados no teclado, preciso crer que estou vendo. Em última análise, é impossível dissociar nossos sentidos da crença de que estamos tendo qualquer tipo de conhecimento através dos mesmos. Hume, o eminente cético inglês, foi um dos que (pelo afã iluminista dos seus dias) tentou, ao mesmo tempo, minimizar o conhecimento que temos através dos sentidos, afirmando que eles são o melhor que temos e que, a despeito de tudo, temos de nos fiar nos mesmos.

A problemática sobre o que Hume suscitou à reflexão só é um problema, de fato (e o pior é que tem sido!), se tomarmos tudo o que ele disse por verdade. Observe: Quem me garante que não tenho um conhecimento transcendente, ontológico, necessário sobre Deus, por exemplo… e que isto é fato? Hume? Baseado em quê? Digo em quê: em uma fortaleza criada pelo pensamento cético, que solapa qualquer tentativa de sair da mesma, numa surpreendente volta à caverna do mito de Platão. E o pior, é que o apelo moderno para a descrença (e a “crença na descrença”) é a formulação da ideia de que todas as impressões que temos se nos advém dos sentidos, sofisticando-se e abstraindo-se, formando ideias…..falsas! “Isto” é Deus, por exemplo, para Hume e seus seguidores. Mas, outra vez pergunto: quem me garante que tal pensamento é fidedigno? Hume? Então tenho de “crer” nisto. E crer que minha crença está baseada em algo correto. Em resumo, creio na crença de que o pensamento cético é o correto. O que se aplica à crença em Deus, por exemplo, aplica-se tranquilamente à mais célebre proposta do ceticismo, desde a modernidade.

Evidências históricas
Como tudo é, basicamente, “crer na crença” (Dennet não merece nem o prêmio de um vencedor de liga de dominó… outros filósofos já falavam acerca disto muito antes dele), então temos que observar se a nossa primeira “crença” satisfaz o crivo de nossa razão. Razão e crença andam juntas; e não poderia deixar de ser, posto que é através da correta harmonia destes dois princípios que o fundamento de todo o conhecimento é construído. É preciso “crer” nas constantes das fórmulas matemáticas (concebidas pela interpretação da razão) afim de que máquinas e edifícios sejam feitos, o que seria impossível do contrário. Desta maneira, é necessário que as crenças sejam analisadas pela razão… e que a razão coadune-se, imediatamente, à crença, para que algo seja tido por conhecimento. Alie-se a isto o fato de que é preciso que tenhamos as evidências, sobre as quais o conhecimento se constroi, bem analisadas e, na medida do possível, testadas. Não se pode fazer isto com todos os aspectos do Cristianismo, como a comprovação dos milagres feitos por Jesus, por exemplo; mas podemos avançar, e muito, quando estudamos aspectos testáveis da base do Cristianismo: a historicidade e aspectos da literatura bíblica.

Que evidências da Bíblia podem ser comprovadas e, se for o caso, refutadas?

Estamos falando de ciência, aqui, e há vários campos científicos que podem comentar algo sobre a Bíblia. O primeiro é o histórico. A historicidade bíblica vem sendo comprovada desde os primórdios da Arqueologia Bíblica, no século XIX. Cidades, templos, construções e até personalidades citadas na Bíblia vêm tendo sua historicidade autenticada pelas pesquisas arqueológicas de campo. Hoje, a Arqueologia Bíblica é uma ciência tão desenvolvida, que já tem livros próprios, especializações acadêmicas e um imensurável número de evidências descobertas, dia a dia, corroborando as histórias narradas na Bíblia.

Touro alado de Nínive, capital dos assírios, um dos povos mais mencionados em alguns livros bíblicos. Até meados do século XIX, muito se debatia sobre a historicidade de Nínive. Bem, hoje não se fala mais no caso.

"Touro alado" de Nínive, capital dos assírios, um dos povos mais mencionados em alguns livros bíblicos. Até meados do século XIX, muito se debatia sobre a historicidade de Nínive. Bem, hoje não se fala mais no caso.

Um ponto curioso acerca da historicidade da Bíblia: diferentemente dos relatos de outros povos, os quais mostram seus reis sempre de maneira proeminente, vencedores, estereótipos de perfeição, a Bíblia mostra, em suas crônicas, algo diferente. Tanto os livros dos Reis como os das Crônicas mostram reis falhos, humanos, obedientes ou desobedientes à Lei de Deus. Inclusive, atos horrendos de alguns destes reis são mencionados em tais livros, mostrando que o padrão de piedade judaica não isentava as pessoas por causa dos seus ofícios, por mais embaraçosas que fossem suas condutas e mesmo que estas viessem a denegrir a imagem de toda a nação judaica! Isto é muito significativo e, com certeza, aumenta ainda mais a historicidade da Bíblia. Outros livros religiosos, quando contém histórias, são, no máximo, muito “econômicos” ao relatarem quaisquer defeitos de seus principais protagonistas. É caso de heróis do mundo antigo. A solução grega para os deuses-heróis de seus mitos foi “humanizá-los” através de casamentos mistos, ou apresentá-los com características tão prementemente humanas que ficava difícil, para um grego médio que ousasse pensar um pouco mais sobre a profusão de deuses que o cercava e as personalidades de cada um, que os mesmos tinham, de fato, o atributo da divindade.

O exemplo de Moisés
Outro ponto interessante é o quê está escrito na Bíblia, e refiro-me aqui aos Antigo e Novo Testamentos. Alusões a eventos históricos sobrenaturais entremeam-se com a realidade de forma tal que fica difícil crermos em uma explicação “natural” mas, incrivelmente, mais extraordinária! Um destes casos é o de Moisés. Já falei isto em outro artigo, e reitero aqui: ou Moisés foi o maior filósofo de todos os tempos, e todos os nossos livros sobre a História da Filosofia têm de ser mudados rapidamente, ou a Moisés foi revelado algo extraordinário. Sabemos que Moisés escreveu, por volta de 1450 a.C., o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia). Esta é a datação ortodoxa e, se foi neste período, temos em Moisés a primeira expressão de Monoteísmo registrada da História. Contudo, o monoteísmo de Moisés foi diferente de outro grande vulto, cerca de 100 anos depois de si, o faraó Akhenatom. Este estabeleceu um culto “herético” no Egito Antigo, um culto que vislumbrava somente o deus “Atom” (”o sol”). Qual é a enorme diferença entre o culto a “Atom” e o culto ao Deus bíblico? Este, corretamente, revela-se a Moisés como “eterno”, portanto, “ilimitado”. Enquanto aquele era um deus “visível”, portanto, o reflexo latriológico e ideológico de um homem (como qualquer coisa limitada o é), este é racionalmente coerente com o que, em 1450 a.C., se registra dele!

Representação artística do momento do chamado de Moisés, no monte de Deus, conforme descrito no livro do Êxodo, cap. 3. Foi aqui que, segundo a Bíblia, desenvolveu-se aquele diálogo, no mínimo curioso, no qual Deus se revela como O Deus; ilimitado, portanto único.

Representação artística do momento do chamado de Moisés, no monte de Deus, conforme descrito no livro do Êxodo, cap. 3. Foi aqui que, segundo a Bíblia, desenvolveu-se aquele diálogo, no mínimo curioso, no qual Deus se revela como "O" Deus; ilimitado, portanto único.

Isto é o que diz a Bíblia sobre Deus apresentando-se a Moisés, na célebre passagem do livro do Êxodo em que Moisés é chamado para libertar o povo de Israel da escravidão do Egito:

“Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração”. Êxodo 3:13-15.

Talvez, a melhor tradução para o “EU SOU” seja “AQUELE QUE É”, ou que EXISTE, numa clara evidência de que Deus é ilimitado, tanto em relação ao tempo quanto ao espaço. Isto é extraordinário, pois a passagem é um relato. Observe. Não há um dogmatismo acerca de quem Deus é, o que seria esperado em um livro que falasse sobre Deus no qual se confabulasse sobre Ele. Apesar de Êxodo possuir dogmas, é claro, todos (inclusive o principal, isto é, a pessoa do próprio Deus) fala de si mesmo como “AQUELE QUE É”. Sendo, portanto, ilimitado, é perfeito. Não pode haver mais de um “Deus”, no sentido estrito da palavra, pois do contrário não poderiam ser “Deus”. A unicidade de Deus é evidenciada de uma maneira revelacional, o que é coerente para 1450 a.C.! Se não levarmos em consideração uma evidência como esta é melhor todos desligarmos nossos computadores, pararmos de debater sobre quaisquer assuntos e ficarmos todos pensando exclusivamente em nossa vidas medíocres, enganadas pelos sentidos, cujas informações sequer sabemos se são ou não confiáveis! É preciso se esforçar muito para crer nisto, e muito mais para imaginarmos um resoluto e extraordinariamente humilde filósofo, anos-luz à frente de Aristóteles, Platão ou Sócrates (mesmo que tenha vivido mil anos antes destes), que raciociou (em meio a povos completamente politeístas) sobre um monoteísmo com bases racionais coerentes, e que não se apresenta como o idealizador de nada… tudo lhe foi revelado por esse mesmo Deus, a quem ele e todos os seus (após si) devotaram suas vidas, lutas, esforços, lágrimas, festas, etc… Sim, prezado leitor, esta explicação é muito mais extraordinária do que a crença em um Deus que, de fato, se apresentou a Moisés, e que lhe disse “EU SOU O QUE SOU”, após Moisés (coerentemente, para os seus dias) perguntar-lhe o nome!!!

Tudo isso é apenas uma amostra, prezado leitor. Se eu fosse escrever sobre questões filológicas, outras questões filosóficas, escatológicas, das ciências naturais, etc., teria de fazer vários livros! Isto é só uma mostra de que certas generalizações são ruins, e outras são péssimas! Fechar uma questão filosófica sem um mínimo de reflexão filosófica, assemelha-se a alguém que imagina que, porque pula em um pula-pula de mola no terraço de sua casa por cinco ou dez minutos, também pode ir pulando no aparelho até Washigton D.C. sem parar – é uma inferência, para muitos, obviamente absurda, mas os absurdos são construídos quando não se observam todas as variáveis de determinada questão.

Do Portas Abertas

INGLATERRA (*) – Um jornalista e locutor na radio Premier em Londres afirma que a Inglaterra logo se transformará em uma país muçulmano.

Peter Hitchens, que é anglicano, disse que o cristianismo é muito fraco na Grã-Bretanha (Inglaterra, país de Gales e Escócia). De acordo com a estação de rádio, Hitchens está preocupado porque o cristianismo na sociedade britânica está em decadência e que o islamismo logo será a religião dominante no país.

Ele diz: “O problema é que isso irá acontecer não porque os muçulmanos estão conspirando ou trabalhando por isso. Irá acontecer, pois o cristianismo nesse país é muito fraco”.

“O islamismo tem ganhado força, e logo dominará os números no país. Isso mudará a Grã-Bretanha em muitas maneiras, e as pessoas poderão escolher qual das duas religiões preferem, pois se não quiserem uma, poderão ficar com a outra.”
 
A Premier Radio diz que esses comentários dão continuidade aos de Alison Ruoff, que, no ano passado, afirmou que a Igreja na Inglaterra estava “sonâmbula” e se tornando um estado islâmico.

Diz-se também que é inevitável que elementos da sharia (lei islâmica) sejam incluídos na Inglaterra, e que a Igreja não faz o bastante para que sua mensagem seja duradoura.

Ruoff acredita que o governo – para ser politicamente correto – não está evitando o crescimento de comunidades muçulmanas.

“Agora, os cristãos são perseguidos por usarem símbolos cristãos. Você pode usar o véu como um muçulmano, mas não pode usar uma cruz. A Igreja precisa dizer: ‘Não. Somos cristãos e essa é uma sociedade cristã’”, Afirma Ruoff.

A rádio Premier diz que a população muçulmana aumentou 10 vezes mais do que o restante da sociedade, e que, no mesmo período (2004-2008), o número de cristãos caiu mais de 2 milhões.

Um bispo afirma que, com o declínio da frequencia de pessoas nas igrejas e o crescimento do pluralismo cultural, a “Inglaterra cristã está morta”.

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