Uma Visão Cristã da Sexualidade

Sexualidade é “o conjunto dos fenômenos da vida sexual” (Dicionário Aurélio Século XXI). Biblicamente, a sexualidade é uma das mais poderosas dádivas divinas e situa-se no centro da personalidade humana.

A partir da adolescência a sexualidade deve ser compreendida sabiamente. Conceitos e hábitos estabelecidos nessa fase acompanham o indivíduo no restante de sua vida.

Sob a ótica da sociedade atual, a sexualidade é destacada, embalada e vendida, como bem de consumo. Ela é tanto a motivação quanto o produto final de muitas iniciativas de marketing.

É importante refletir sobre a sexualidade do ponto de vista de Deus, a partir de sua revelação contida nas Escrituras.

I. Aspectos positivos da sexualidade

A sexualidade é mostrada na Bíblia positivamente. Sexo, de acordo com a Escritura, é dom divino vivenciado de acordo com os padrões do Criador.

1. A sexualidade é uma dádiva de Deus

26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…). 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra (Gn 1.26-28, ênfase acrescentada).

Os gêneros sexuais refletem a imagem e semelhança do Criador. Daí a dignidade tanto do homem quanto da mulher. A prática de relações sexuais está implícita na referência do v. 28 à procriação.

18 Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. (…) 20 Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. 21 Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. 22 E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. 23 E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. 24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne25 Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (Gn 2.18, 20-25, ênfases acrescentadas).

A sexualidade implica em união mútua e profunda intimidade.

2. Na sexualidade encontramos um fundamento para a individualidade

Como indivíduos, identificamo-nos, interagimos com o mundo, cumprimos nossa vocação e até nos relacionamos com Deus como homens ou mulheres.

O que somos, somos sexualmente. Expressões tais como “eu sou João” ou “eu sou Maria” expressam que no centro de nossa identidade encontra-se nosso gênero sexual. Em decorrência do ato criador divino, somos feitos “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).

Interagimos sexualmente

A sexualidade define, ainda, como nos relacionamos com o mundo. O modo com um homem lida com outras pessoas ou com alguns detalhes da vida é singular e difere da forma como uma mulher relaciona-se com as mesmas pessoas e fatos. Em decorrência do ato criador divino, relacionamo-nos com o universo como “macho” ou “fêmea” (Gn 1.27).

Há complementaridade entre masculino e feminino

Conforme lemos em Gênesis 2.18 e 20-25, a sexualidade pressupõe complementaridade. Adão precisava da companhia de Eva. Ele estava incompleto sem ela. Eva foi necessária para possibilitar o estabelecimento de relações afetuosas, conjugais e sociais.

A masculinidade e feminilidade são importantes para o cumprimento dos mandados divinos

Outro detalhe a considerar é que a sexualidade permite que deixemos marcas singulares na história. Abraão, Isaque, Jacó, Sarah, Débora e Maria são exemplos de pessoas que abençoaram o mundo como homens e mulheres de Deus.

A sexualidade é parte imprescindível de nossa comunhão com Deus. O Criador é Senhor sobre tudo, inclusive nossas inclinações, desejos e corpo. Deus mesmo é fonte de verdadeiro prazer. Ele é quem legitima o prazer sexual e concede poder para a pureza e santidade. Como afirma Piper ([s.d.]), “a sexualidade é designada por Deus como uma maneira de se conhecer a Deus em Cristo mais completamente” e, por sua vez, “conhecer a Deus em Cristo mais completamente é designado como uma maneira de se guardar e guiar nossa sexualidade”.

3. Na sexualidade existem diversos potenciais construtivos

A fé bíblica percebe os potenciais da sexualidade no enriquecimento das relações entre as pessoas, no estímulo às realizações, na procriação e, finalmente, na intimidade e prazer conjugal.

Interação enriquecedora com indivíduos do sexo oposto

A sexualidade possibilita a amizade enriquecedora. Homens e mulheres são aperfeiçoados no convívio fraterno e santo.

Realizações multiformes

Em determinados contextos organizacionais, equipes de trabalho formadas por homens e mulheres produzem resultados melhores qualitativa e quantitativamente. Cada gênero sexual contribui com idéias e modos singulares e relevantes de realizar as coisas.

Procriação

A sexualidade encontra seu espaço de maior intimidade na cópula ou relação sexual, no casamento. O matrimônio gera a família, estrutura da bênção de Deus, amor e aliança, sob a qual os filhos são gerados, nutridos e desenvolvidos (Gn 1.28; Sl 126.2 e 128; Ef 6.1-4).

Intimidade e prazer conjugal

A prática da relação sexual pelo casal, sob o matrimônio, não é apenas reprodutiva, mas voltada para o desfrute do prazer e comunhão com o cônjuge (Pv 5.5-19, Ec 9.9 e Ct 7.6-13).

Prazer que aponta para a bondade de Deus e obediência

O prazer proporcionado pela relação sexual, do ponto de vista bíblico, é qualificado. Não se trata de prazer pelo prazer, mas de prazer centrado em Deus. O prazer sexual bíblico é desfrutado considerando-se a bondade divina e obedecendo-se aos padrões bíblicos de orientação e conduta sexual. Nesse termos, há quatro proibições explícitas na Escritura.

  • Adultério (Êx 20.14; Lv 18.20).
  • Incesto, relações sexuais com parentes próximos (pai e mãe, filhos ou filhas, irmãos, avós ou netos, tios e sobrinhos, genros e noras, uma mulher e sua filha ou duas esposas ao mesmo tempo — Lv 18.6-18).
  • Homossexualismo, relações sexuais com pessoa do mesmo sexo (Lv 18.22; Rm 1.26-27).
  • Bestialidade, relações sexuais com animais (Lv 18.23).
Prazer paciente

A sexualidade bíblica é norteada pelo amor, que é paciente (Ct 3.5; 1Co 13.4). O amor verdadeiro sabe esperar, não força ações precipitadas.

Prazer casto e temperante

O prazer sexual bíblico é poder sob controle do Espírito Santo (Gl 5.22-24).

Prazer que aponta para a aliança entre Cristo e a Igreja

A união profunda entre um homem e uma mulher refere-se ao mistério da união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.31-32). O prazer sexual é um significativo mas ainda pálido vislumbre das delícias desfrutadas na comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Sl 16.11; Pv 8.31).

Percebe-se, destarte, que a sexualidade não é diminuída pela Bíblia. Pelo contrário, por representar o maravilhoso vínculo entre o Senhor e seu povo, é destaca e devidamente valorizada. A sexualidade é diminuída e assumida como caricatura pela sociedade pagã, que reduz o sexo a mera busca insaciável de prazer impessoal e momentâneo.

A necessidade humana do homem e da mulher um pelo outro surge de uma relação original fundamentada no ato criador de Deus (Gn 2.18ss). A família é a ordem natural e básica da criação e um microcosmo da humanidade (Ef 3.14). Os pais descobrem juntos uma vida nova na união: os filhos são gerados divinamente como dádivas sagradas. (…) Por causa da integridade da personalidade humana, o que se pensa e se faz sexualmente tem conseqüências no ser total do indivíduo, nesta vida e na próxima. Para os cristãos, o sexo envolve terna gratidão, devoção pessoal e responsabilidade gratificante sob os cuidados de Deus (HENRY, 1975, p. 1169-72 apud COURT, 1992, p. 13).

II. Deturpações da sexualidade na lista das obras da carne

As deturpações da sexualidade são mostradas na lista das “obras da carne”, registrada em Gl 5.19-21: prostituição, impureza e lascívia.

1. A prostituição

A prostituição é a primeira obra da carne (Gl 5.19). Prostituição é “comércio habitual ou profissional do amor sexual” (Dicionário Aurélio Século XXI). No Novo Testamento a palavra porneia, indica, simultaneamente, tanto a indecência de modo geral como o uso do corpo como objeto de prazer momentâneo. Barclay (1985, p. 25) considera que o termo liga-se a pernumi, vender, e propõe o seguinte significado:

Essencialmente, porneia é o amor que é comprado e vendido – o que não é amor de modo algum. O erro grande e básico nisto é que a pessoa com quem semelhante amor é satisfeito não é realmente considerada uma pessoa, mas um objeto. Ele ou ela é mero instrumento através de quem as exigências da concupiscência e da paixão são satisfeitas. O amor verdadeiro é a união total entre duas personalidades de modo que se tornam uma só pessoa, e que cada uma acha sua própria realização na união com a outra. Porneia descreve o relacionamento em que uma das partes pode ser comprada e descartada como um objeto, e onde não há união de personalidade nem respeito por estas (op. cit., p. 25-26).

A NVI – Bíblia Nova Versão Internacional (2003, p. 2013) e a NTLH – Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2005, p. 1195) traduzem a palavra por “imoralidade sexual”. Hendriksen (1999, p. 315) conclui que o termo tem a ver com toda espécie de relação [sexual] ilícita e clandestina” e relaciona-se, no paganismo, à prática da idolatria. Stott (2003, p. 134) afirma que porneia indica, primariamente, a fornicação que é a prática de relações sexuais “entre pessoas que não são casadas”, mas pode referir-se também “a qualquer tipo de comportamento sexual ilegal”. A prostituição aponta, literalmente, para o “pecado dentro de uma área específica da vida, a área das relações sexuais” (BARCLAY, Ibid., p. 31).

2. A impureza

A palavra usada pelo apóstolo Paulo para referir-se à segunda deturpação sexual éakatharsia, traduzida por “impureza”. Akatharsia significa, literalmente, sujeira ou imundícia. Para Stott (op. cit., loc. cit.) a palavra indica “comportamento anormal”. Barckay (Ibid., p. 30-31) sugere que o termo indica algo que “dá nojo à pessoa que a presencia” e possui três idéias principais:

  • Indica “um tipo de mente que é poluída em si mesmo e que polui tudo quando passa por ela” (Ibid., p. 31).
  • Refere-se a uma impureza repulsiva que desperta ojeriza nas pessoas decentes que olham para ela.
  • Akatharsia tem um sentido ritual. Era usada para aquilo que impossibilitava a pessoa de entrar na presença de Deus. Assim sendo, seu uso descreve “a impureza ritual e cerimonial” que exclui “o homem da presença de Deus” e contrapõe-se à pureza de coração exigida na verdadeira adoração (Mt 5.8 – Ibid., loc. cit.).

A impureza aponta, literalmente, para “uma contaminação geral da pessoa inteira, maculando todas as esferas da vida” (Ibid., loc. cit.).

3. A lascívia

A terceira deturpação sexual da lista de obras da carne é a lascívia (“libertinagem” na NVI e “ações indecentes” na NTLH). A palavra original é aselgeia, que indica uma postura completamente desavergonhada. A pessoa aselgēs não se importa em chocar a decência pública. Platão (República 424 E.) usa o termo para referir-se à insolência da iniqüidade. Barclay (Ibid., p. 33) chama a atenção para o fato que a aselgeia “é o ato de uma personalidade que já perdeu aquilo que deveria ser sua melhor defesa – seu respeito-próprio, e seu senso de vergonha”.

A lascívia aponta, literalmente, para “um amor ao pecado tão desenfreado e tão audaz que o homem deixou de importar-se com aquilo que Deus ou os homens pensam a respeito de suas ações” (Ibid., loc. cit.).

4. Os padrões da sociedade

As regras da Escritura são desconsideradas pela sociedade em geral. A idéia de pureza sexual é ridícula para o mundo sem Deus. As coisas não eram diferentes na cultura greco-romana dos tempos apostólicos. Barclay (Ibid., p. 26-27) descreve o panorama moral daquela época citando os próprios autores pagãos. Dizia-se que, na primeira metade do século II, “a vergonha parecia ter sumido da terra” (p. 26). Sêneca (Da Ira 2.8) disse com exatidão: “A inocência não é rara: é não-existente” (p. 27). Com relação à homossexualidade, tanto Platão como Sócrates desfrutavam do “amor de meninos” (p. 28). Dos quinze primeiros imperadores romanos, somente Cláudio era heterossexual. Mesmo assim, Messalina, sua esposa, saía “às escondidas do palácio real à noite, a fim de servir num prostíbulo público” (p. 27, 28s).

No século XXI é desafiador quanto aos padrões bíblicos de pureza moral. As pressões de grupo e, principalmente, a força da mídia, empurram o indivíduo para a aceitação da promiscuidade ou formas antibíblicas de vivenciar a sexualidade.

5. Potenciais destrutivos

Uso indevido da dádiva da criação

Os pecados sexuais constituem-se em uso indevido da dádiva da criação. Ao invés de glorificar a Deus, o ser humano desconsidera os padrões divinos e explora a sua sexualidade para o desfrute de seus próprios desejos desenfreados.

Idolatria

Ao descartar as informações bíblicas sobre a sexualidade, o ser humano estabelece seu ego como centro da existência. Deus é colocado de lado e os apetites da carne são entronizados. Isso é pecado de idolatria (Êx 20.1-4 e 14).

Desvalorização do corpo

A quebra dos padrões bíblicos de sexualidade mancha o corpo. Este, por sua vez, deve ser consagrado como templo do Espírito Santo (1Co 6.9-11, 15-20).

Pulverização da personalidade

O resultado final da quebra dos padrões relacionados à sexualidade é a deformação integral do caráter. O início da lista de obras da carne (Gl 5.19) sugere uma escada de degraus descendentes: da prostituição (uso do corpo como objeto) para a impureza (mancha moral e espiritual), e desta última, para a lascívia (conduta completamente desavergonhada). O texto de Romanos 1.18-32 descreve uma deterioração crescente.

6. Situações de risco

Namoro precoce

Não há uma idade-padrão para o início do namoro, mas devem ser considerados os seguintes fatos.

  • O namoro estabelece uma relação afetuosa entre um rapaz e uma moça, com vistas ao conhecimento mútuo.
  • Tal relação tende ao aumento da intimidade entre o casal, que produz, por conseguinte, pressão sexual (Ct
  • 1.1-4 e 2.3-6).
  • Tal pressão é um dos indicadores de que o casal deve pensar em casamento (1Co 7.8-9). O rapaz e a moça devem aguardar até o casamento para satisfazerem completamente o desejo sexual (Ct 2.7, 3.11, 5.1).
  • Assim sendo, o namoro não deve ser assumido antes que o casal tenha convicção de que deseja iniciar uma relação séria, que talvez desdobre-se em união matrimonial. É claro que o namoro não significa que ambos irão, de fato, casar-se, mas deve pressupor tal disposição. Nesses termos o namoro é, ainda que em primeiro estágio, uma aliança.
  • Isso exige do casal maturidade e disposição para consolidar uma estrutura de estudos e recursos, necessária para a possível manutenção de um lar.
  • Apesar de algumas felizes exceções, o namoro iniciado muito cedo possui riscos tais como desvio de atenção dos estudos, violação dos padrões bíblicos de pureza sexual e gravidez indesejada.

“Ficar”

Para quem não deseja assumir as responsabilidades de um namoro, a sociedade sugere uma nova opção de relacionamento: o “ficar”. “Ficar” é desfrutar fisicamente de uma pessoa, sem compromisso, apenas por poucos minutos ou horas. Em seguida, rapaz e moça estão disponíveis para “ficarem” com outras pessoas.

O problema dessa prática é que, mesmo que não haja relação sexual, trata-se deporneia ou prostituição, uma vez que o outro ser humano está sendo “usado” sem nenhum vínculo de aliança.

Pornografia

A junção de todas as deturpações citadas em Gálatas 5.19 dá origem à pornografia, que multiplica-se sobremaneira na esteira da liberdade de expressão. Lopes ([s.d.]) descreve a pornografia nos seguintes termos:

De forma geral, podemos dizer que pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou falados. A pornografia explora o sexo, tratando os seres humanos como coisas e, em particular, as mulheres como objetos sexuais.

A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente “escrever sobre prostituta”. Com o tempo, passou a referir-se a qualquer material, escrito ou gráfico, de conteúdo sexual. O termo é usado hoje de forma negativa. A indústria pornográfica que produz filmes, revistas, vídeos e sites na Internet, prefere usar outros termos, como “material adulto”. Esta manobra é um eufemismo que visa retirar deste sórdido comércio a pecha negativa que ele possui.

A pornografia desorienta seus usuários a partir de informações falsas. Além de homens e mulheres serem mostrados de forma irreal, como máquinas sexualmente incansáveis; homens são dominadores incapazes de demonstrar ternura e as mulheres são meros objetos passivos (SUPLICY, 1991, p. 373).

A palavra pornografia tem a ver com porneia, e movimenta uma indústria milionária que tem ligações com o crime organizado (LOPES, loc. cit.). Court (op. cit., p. 48-55) demonstra que em países que abriram espaço para a pornografia, houve aumento significativo na quantidade de crimes sexuais relatados, tais como estupros. Em Los Angeles, capital mundial da pornografia, tais crimes cresceram 56% entre 1958 e 1973. Na Inglaterra e País de Gales, o aumento foi de 62%, entre 1950 e 1970. No Japão, onde foi adotada uma política mais restritiva quanto à pornografia, os crimes sexuais diminuíram 49%.

Pornografia e Jogos sexuais

A pornografia propõe determinados padrões de prática sexual, tais como o sexo oral, anal, grupal ou troca de parceiros, que terminam sendo assumidos como normais. O contato com a pornografia estimula a prática de jogos sexuais que contrariam os princípios bíblicos de sexualidade.

Pornografia e sexo precoce (antes do casamento)

Um dos resultados das estimulações da pornografia é a prática do sexo antes do casamento. É claro que alguns casais relacionam-se sexualmente antes do casamento mesmo sem consumirem conteúdos pornográficos. A pornografia, no entanto, induz fantasias que pressionam o usuário à masturbação e à prática de relações sexuais.

Além disso, não há diferença, na essência, entre carícias pré-maritais e sexo pré-marital. Uma vez que carícias são consideradas pelo sexólogos como estímulos preparatórios, uma carícia só difere de uma penetração em termos de conseqüências físicas tais como o rompimento do hímen ou a possibilidade de uma gravidez (WHITE, 1994, p. 62-64). Mesmo que a prática de carícias pré-maritais não seja “descoberta” pelos homens, constitui-se em ofensa a Deus pela quebra dos padrões divinos de pureza sexual.

Pornografia e vício sexual

Todas essas deturpações são desvios da vontade divina relacionada ao sexo e têm o poder de causar dependência, ou seja, viciar (HENDRIKSEN, 1999. p. 314).

O vício sexual é um problema reconhecido por estudiosos das ciências humanas e sociais. Atualmente existem grupos e instituições especializados em tratar de pessoas que não conseguem ter vidas normais por causa da escravidão à pornografia.

Conseqüências naturais

As deturpações da sexualidade produzem prejuízos financeiros, enfraquecimento da relação conjugal, destruição de lares e outras frustrações.

Conseqüências espirituais

As deturpações da sexualidade produzem prejuízos espirituais: quebra da comunhão com Deus (distanciamento da leitura bíblica devocional e oração), afastamento do serviço cristão e pulverização do testemunho evangelístico. A Bíblia ensina claramente que pessoas presas a pecados sexuais não foram regeneradas e, portanto, não entrarão no reino dos céus (1Co 6.9-11; Ef 5.3-14; Ap 22.15).

Conclusão

A sexualidade, como vimos, é uma das mais poderosas dádivas divinas e influencia nossa personalidade. Somos e fazemos e fazemos qualquer coisa como homem ou mulher, ou seja, como seres sexuais.

Biblicamente, a sexualidade foi estabelecida para a liberdade. Liberdade, porém, não significa a autonomia de orientar-me e assumir relações sexuais fora dos padrões de Deus. Liberdade também não é sinônimo de promiscuidade. White (op. cit., p. 66) coloca a questão adequadamente, ao afirmar que “nosso corpo foi feito para a liberdade. Só encontramos liberdade sexual (ou em qualquer outra área) quando cumprimos o propósito da nossa criação”.

Liberdade é graça concedida pelo conhecimento de Jesus Cristo e pela direção poderosa do Espírito Santo (Jo 8.34-36; Rm 8.1-2; Gl 5.16-25). “Aqueles que são dirigidos pelo Espírito respiram o ar alegre e revigorante da liberdade moral e espiritual” (HENDRIKSEN, 1999, p. 313).

A sexualidade foi concedida para encontramo-nos significativamente uns com os outros e, nesses encontros, refletirmos nossa união com Deus. Ela não foi concedida para o prazer egoísta. Na verdade, quanto mais buscamos o prazer fora de Deus, mais sentimo-nos frustrados.

Encontrar o prazer é tão difícil quanto perseguir o fim de um arco-íris. Se você procura o prazer, nunca vai encontrá-lo. Toda vez que você tenta agarrá-lo pelo rabo, ele escapa.(…)

O prazer, na verdade, é um subproduto, um efeito colateral. Ele nos toma de surpresa, quando estamos à procura de alguma outra coisa. (…)

Busque a Deus e você encontrará, entre outras coisas, um prazer penetrante. Busque o prazer e, no fim das contas, você vai encontrar tédio, desencanto e escravidão (WHITE, op. cit., p. 68).

Palestra ministrada em 30 de Junho de 2006, pelo Rev. Misael Batista do Nascimento, aos alunos de quinta a oitava séries da Escola Presbiteriana do Gama.

Referências Bibliográficas

BARCLAY, William. As obras da carne e o fruto do Espírito. 1ed. Reimp. 1988. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1985. 118 p.

BARKER, Kenneth. et al. (Orgs.). Bíblia de Estudo NVI. Trad. Gordon Chown, Notas. São Paulo: Vida, 2003. 2424 p.

BÍBLIA DE ESTUDO NTLH. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. 1504 p.

COURT, John H. Pornografia: Uma resposta cristã. Trad. José Clóvis Chagas. São Paulo: Vida Nova, 1992. 100 p.

HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Gálatas. Trad. Valter Graciano Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. 367 p.

HENRY, Carl F. H. Christian personal and social ethics in relation to racism, poverty, war and other problems. In: DOUGLAS, J. D. (Ed.). Let the earth hear his voice. Mineapolis: World Wide Publications, 1975. p. 1169-72.

HOLANDA, Aurélio Buarque. Dicionário Aurélio Século XXI. Versão digital.

LOPES, Augustus Nicodemus. Pornografia: Realidade, perigos e libertação. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.

PIPER, John. Sexo e a supremacia de Cristo. Cuiabá: Web Site Monergismo, [s.d.]. Disponível em Acessado em: 28 Jun 2006.

STOTT, John. A mensagem de Gálatas: Somente um caminho. 1ed. 1989. 3reimp. 2003. Trad. Yolanda Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU, 2003. 171 p.

SUPLICY, Marta. Conversando sobre sexo. 17ed. rev. ampl. Petrópolis: Edição da Autora, 1991. 407 p.

WHITE, John. Eros e sexualidade: Uma perspectiva cristã. Trad. Lucy Yamakami. São Paulo: ABU, 1994. 193 p.

As ilustrações utilizadas neste estudo são de autoria de Biry, e foram extraídas do livro Transar ou não transar, de Sérgio e Magali Leoto.

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Arqueólogos acham indício de que Belém existia antes de Jesus nascer

Do G1

Cidade é citada no Velho Testamento, mas não havia evidência física.
Segundo pesquisadores, local ficava no Reino de Judá.

Selo de argila cita Belém antes do nascimento de Cristo (Foto: Reuters/Baz Ratner)

Selo de argila cita Belém antes do nascimento de
Cristo (Foto: Reuters/Baz Ratner)

Arqueólogos israelenses afirmaram nesta quarta-feira (23) que descobriram a primeira evidência física que suporta os relatos do Velho Testamento de que a cidade de Belém já existia séculos antes de se tornar venerada como a terra natal de Jesus Cristo.

A evidência encontrada é um selo de argila escavado perto dos muros da Cidade Velha de Jerusalém, com três linhas gravadas em hebraico antigo que incluem a palavra “Belém”.
Eli Shukron, que dirigiu a escavação feita pela Autoridade de Antiguidades de Israel, disse que o selo aparentemente foi colocado em um carregamento de prata ou produtos agrícolas, entregue por Belém como um tributo ao rei de Judá, nos arredores de Israel, entre os séculos 8 e 7 antes de Cristo.

“A primeira vez que o nome Belém aparece fora da Bíblia é em uma inscrição do período do Primeiro Templo”, disse Shukron em nota, se referindo a um período que vai de 1006 a.C. até 586 a.C..

A relíquia do tamanho de uma moeda aponta que Belém – mencionada pela primeira vez no Livro de Gênesis – “era, de fato, uma cidade no Reino de Judá, e possivelmente mais antiga que isso”, ele afirmou.

Belém se localiza ao sul de Jerusalém, no atual território da Cisjordânia.

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Artefatos arqueológicos em Israel comprovam história bíblica

De O Verbo

Arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu santuários de culto que remontam ao tempo do rei Davi. Seu achado pode oferecer maior clareza para algumas referências obscuras a construções na Bíblia. Professor Yosef Garfinkel diz que sua descoberta em Khirbet Qeiyafa, uma antiga cidade fortificada localizada 30 quilômetros a sudoeste de Jerusalém e adjacente ao vale de Elá, comprovam a narrativa bíblica sobre como era a região antes da construção do Templo de Salomão.

“Esta é a primeira vez que arqueólogos descobriram uma cidade fortificada em Judá datada do período do rei Davi”, explicou Garfinkel em um comunicado de imprensa. “Nem mesmo na região de Jerusalém achamos uma cidade fortificada tão bem conservada deste período”. “Pela primeira vez na história temos objetos reais do tempo de Davi, que podem estar relacionado com os monumentos descritos na Bíblia”, comemora o comunicado de imprensa, do Ministério das Relações Estrangeiras de Israel. Curiosamente, o anúncio foi feito poucos dias após um “selo” do mesmo período ter sido localizado em Jerusalém.

O grupo de arqueólogos liderado por Garfinkel descobriu várias peças em um local de escavação perto da cidade israelense de Bet Shemesh. Eles podem ser suficientes para mudar o modo como vemos a descrição bíblica dos reinados de Davi e Salomão. A descoberta é composta de três caixas esculpidas em pedra, com cerca de 20 centímetros de altura, usadas para armazenar objetos do culto. “Seu design meticuloso correspondem às descrições bíblicas do palácio e do Templo de Salomão”, disse Garfinkel, que passou cinco anos escavando Khirbet Qeiyafa, também conhecida como a “Fortaleza de Elá”, uma cidade cercada por muralhas e localizada estrategicamente entre Jerusalém e as cidades habitadas pelos filisteus.

O Antigo Testamento narra com grande detalhe os reinados de Davi e Salomão, durante o século 10 aC, mas até hoje há pouquíssimas evidências que confirmem sua magnitude ou até mesmo a sua existência. Em Jerusalém há abundância de vestígios do período do Segundo Templo (século 6 a.C.), mas as referências ao primeiro Templo ainda são objeto de debate acadêmico e político.

Um deles é um muro de 70 metros, com uma alta torre de vigia que foi desenterrada perto das muralhas da cidade antiga de Jerusalém, dois anos atrás. Ela foi identificada como um possível trabalho do rei Salomão. Estruturas fortificadas do mesmo tamanho foram encontrados em Khirbet Qeiyafa, cuja construção data entre os séculos 10 e 11 aC.

Entre os achados de agora estão peças de cerâmica, ferramentas feitas de pedra e metal, obras de arte, e três salas que serviriam de santuários. Os itens encontrados, diz Garfinkel, revelam que as pessoas que viviam ali eram monoteístas e não tinham um ícone. Ou seja, não adoravam imagens de escultura de seres humanos ou animais. Os israelitas da Bíblia eram assim, muito diferentes dos povos vizinhos.

“Ao longo dos anos, milhares de ossos de animais foram encontrados, incluindo ovelhas, cabras e gado, mas nunca de porcos. Agora descobrimos três salas de culto, com vários apetrechos, mas nenhuma imagem de culto humana ou animal foi encontrada”, disse Garfinkel. “Isto comprovaria que a população local obedecia duas proibições bíblicas – carne de porco e imagens esculpidas. E também que seu culto diferia dos cananeus ou dos filisteus”.

Pequenos “santuários portáteis” ou “miniaturas” foram descobertos no local. Eles possuem marcas que os arqueólogos acreditam serem capazes de esclarecer o significado de algumas palavras bíblicas que perderam o seu verdadeiro significado ao longo do tempo. Na descrição do palácio de Salomão, em 1 Reis 7:1-6, por exemplo, a palavra “Slaot” foi traduzida como “pilares”, mas agora eles dizem que seria melhor ser entendido como “triglifos”, que seriam as vigas do telhado, também comuns nos templos gregos. O termo “Sequfim”, que já havia sido traduzida como “três ordens de janelas”, agora está sendo entendida como “três portas de entrada rebaixadas”.

Foram encontradas casas na cidade cuja altura é exatamente duas vezes sua largura, como são muitos edifícios de Jerusalém. Esse seria o teste de conexão entre a capital e o que se acredita que foi a cidade bíblica de Saaraim, habitada nos tempos de Davi e Salomão e mencionada nos livros de 1 Samuel e 1 Crônicas. “Saaraim, aqui no Vale de Elá, significa “duas portas”. É uma cidade única do período do Primeiro Templo, pois possuía duas portas de entrada, todas as outras tinham apenas uma”, disse.

Para os pesquisadores, essas últimas descobertas reforçam a corrente de estudo que vê na Bíblia um relato confiável dos acontecimentos históricos. “A precisão das descrições não nos deixa outra opção, mas quem ainda não acredita me explique como tal similaridade é possível”, finaliza Garfinkel. Hershel Shanks, editor da revista Biblical Archaeology Review, disse ao Christian Post que as descobertas são “extremamente interessantes” e que nem 20% do local foi escavado ainda, então o mais é provável que pode haver algumas surpresas pela frente”.

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Cresce número de “igrejas inclusivas” no Brasil

Da BBC Brasil
com comentários Pr. Artur Eduardo

HÁ, NO BRASIL, PELO MENOS DEZ IGREJAS DEDICADAS AOS HOMOSSEXUAIS

Encaradas pelas minorias como um refúgio para a livre prática da fé, as igrejas “inclusivas” – voltadas predominantemente para o público gay - vêm crescendo a um ritmo acelerado no Brasil, à revelia da oposição de alas religiosas mais conservadoras. Estimativas feitas por especialistas a pedido da BBC Brasil indicam que já existem pelo menos dez diferentes congregações de igrejas ”gay-friendly” no Brasil, com mais de 40 missões e delegações espalhadas pelo país.

Concentradas, principalmente, no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, elas somam em torno de 10 mil fiéis, ou 0,005% da população brasileira. A maioria dos membros (70%) é composta por homens, incluindo solteiros e casais, de diferentes níveis sociais. O número ainda é baixo se comparado à quantidade de católicos e evangélicos, as duas principais religiões do país, que, em 2009, respondiam por 68,43% e 20,23% da população brasileira, respectivamente, segundo um estudo publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

O crescimento das igrejas inclusivas ganhou força com o surgimento de políticas de combate à homofobia, ao passo que o preconceito também diminuiu, alegam especialistas. Hoje, segundo o IBGE, há 60 mil casais homossexuais no Brasil. Para grupos militantes, o número de gays é estimado entre 6 a 10 milhões de pessoas. Segundo a pesquisadora Fátima Weiss, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que mapeia o setor desde 2008, havia apenas uma única igreja inclusiva com sede fixa no Brasil dez anos atrás.

O número de frequentadores dessas igrejas – que são abertas a fiéis de qualquer orientação sexual – acompanhou também a emancipação das congregações. Se, há dez anos, os fiéis totalizavam menos de 500 pessoas; hoje, já são quase 10 mil – número que, segundo os fundadores dessas igrejas, deve dobrar nos próximos cinco anos.

Fonte: BBC Brasil

NOTA Pr. Artur Eduardo: Toda igreja genuinamente evangélica é “inclusiva”. Este sensacionalismo midiático, aliado à ignorância geral, fazem com que o grande público acabe por confundir “inclusivismo” com igrejas GLBT (vc sabia, prezado internauta, que a sigla “GLBT”, por exigência de lésbicas, passou a ser chamada de “LGBT” – o que, obviamente, foi alardeado pela mídia – por que, segundo elas, a sigla (vejam só) era “discriminatória”????). Bem, fora isto, as igrejas cristãs têm TODO o direito do mundo de denunciar práticas imorais à luz das Escrituras. Sim IMORAIS, uma vez que moralidade pode ser definido como um conjuto normativo de determinada sociedade, um código de ética. E, se milhões e milhões de brasileiros prezam pelos princípios normativos da Bíblia, então o homossexualismo precisa ser denunciado, como a Bíblia o faz, como uma prática avessa, contrária à vontade de Deus! Isto é o que nos dizem claramente as Escrituras:

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”. 1 Coríntios 6:9-11.

Ora, não temos o direito milenar de denunciar tais práticas imorais à luz das Sagradas Escrituras? Sim, temos. Pois tais práticas são contrárias à vontade de Deus e, portanto, não farão parte, conforme nos diz expressamente o texto, do Reino dos Céus.

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As Testemunhas de Jeová: uma sociedade de falsos profetas

Do Blog Pr. Artur

DOCUMENTÁRIO: “TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: UMA SOCIEDADE DE FALSOS PROFETAS”

Veja um dos melhores documentários sobre as Testemunhas de Jeová:

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A CRISTOFOBIA CHEGOU AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL!

Por Reinaldo Azevedo, da Veja

Em vários países da África e do Oriente Médio, a cristofobia é uma realidade dramática, que faz — atenção! — milhares de vítimas. Hoje, com absoluta certeza, muitas pessoas foram assassinadas apenas porque são… cristãs. E, no entanto, isso se dá sob o silêncio cúmplice da Organização das Nações Unidas e das democracias ocidentais.

Curiosamente, ou nem tanto, boa parte dos intelectuais do Ocidente, especialmente os da esquerda europeia, discutem a “islamofobia”. Onde mesmo o Islã é perseguido hoje em dia??? As restrições impostas, por exemplo, na França a símbolos religiosos — a famosa questão do véu — valem também para os cristãos, proibidos de ostentar crucifixos em escolas.

O mais espantoso é constatar que a cristofobia está hoje entranhada no Ocidente. No Brasil também! Ontem, todos os votos dos ministros do Supremo — a exceção foi Ricardo Lewandowski! — procuraram descaracterizar o cristianismo como um conjunto de valores que concentra valores fundamentais do humanismo.

Encantados com a retórica antirreligiosa e no afã de declarar a laicidade do estado (como se alguém a estivesse contestando), aqueles que ontem formaram a maioria acabaram votando, na prática, pela descriminação do aborto, livre de qualquer restrição. Havia ali uma mais do que clara tentação de declarar   “quando começa a vida”. E, NO ENTANTO, ISSO NÃO ESTAVA EM DEBATE.

Tenho notado um crescente movimento nesta direção: para desqualificar um adversário e não responder a suas eventuais ponderações, basta acusá-lo de “religioso”. Até agora, não vi uma resposta eficiente a uma questão que me parece central no debate: qual é o mínimo de vida fora do útero materno que se considera razoável para não matar o feto? “Ah, não me venha com sua crença!”  O que há de religioso na minha pergunta?

Não, senhores! A questão não é “apenas” religiosa, não! Estamos escolhendo em que sociedade queremos viver e decidindo o que é e o que não é moralmente legítimo fazer com o humano. Desprezar como “coisa da religião” os valores cristãos num debate como esse corresponde, aí sim, ao triunfo de um fundamentalismo. Sim, eu estou empenhado em algumas causas que considero justas e humanas. Uma delas é combater, por exemplo, a crescente popularização de teses eugênicas sob o pretexto de que não se pode impor sofrimento às famílias e às crianças por nascer.

Infelizmente, a cristofobia chegou também ao Supremo. A separação — que ninguém questiona — entre Igreja e Estado e a laicidade desse estado estão sendo usadas como pretexto para desqualificar qualquer óbice moral — por mais legítimo que seja — aprensetado pelos cristãos, como se as religiões concentrassem apenas valores ligados à fé e ao mundo transcendental e não trouxessem consigo um razoável estoque de valores humanistas.

PS – Neste momento, Celso de Mello faz uma defesa enfática justamente da laicidade do estado. Contra quem? Espero que não comece a defender, daqui a pouco, a República, o heliocentrismo e a validade da Lei da Gravidade. O estado laico nunca esteve sob risco ou ameaça. O que está é a pluralidade, uma vez que há espécie de movimento para considerar a religiosidade não mais do que um conjunto de superstições. E isso é nada menos do que vigarice intelectual disfarçada de ilumismo.

Por Reinaldo Azevedo

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O Pr. Silas “de ontem” e o “de hoje” (VÍDEO)

Do Blog do Pr. Artur

Tentando entender o porquê do Pr. Silas Malafaia ter feito um mega-evento, no centro da capital pernambucana, num domingo à noite (18:30), chamando os cristãos da cidade para verem – de fato, “acima de tudo” – uma miríade de cantores famosos no meio gospel… Confesso-lhes que ainda não consegui entender. O que entendo bem, contudo, é a veracidade do que está contido no vídeo abaixo, que faz uma boa apresentação da discrepância doutrinária do Pr. Silas “de ontem” do “de hoje”. Olhando por este prisma, a questão proposta acima não fica tão difícil de responder. Confesso-lhes que fiquei envergonhado ao ver este vídeo, quando me passaram o link… porém, confesso-lhes também que senti um certo alívio, pois creio piamente que o nosso Deus não permite que fiquemos sem testemunho e cada qual deve ser responsabilizado, sim, por cada abertura que se der a mensagens e posicionamentos que claramente tipificam “àrvores dos frutos podres” ou, em outras palavras, “árvores venenosas”. Peço a Deus que homens que enveredaram descaradamente por teologias que outrora combateram, tornem-se efetivamente seres com a consciência pura, limpa… por estarem conciliados com a doutrina bíblica, que não tem parte alguma com aqueles posicionamentos estritamente antibíblicos e anticristãos, como é o caso da famigerada e radicalmente antibíblica teologia da prosperidade.

Que retrocesso doutrinário tremendo, Pr. Silas!… Arrependa-se e volte à pureza doutrinária, se é que um dia o sr. esteve alinhado à mesma. O sr. prestará contas a Deus por esse engodo ridículo, esta “doutrina de demônios”, conforme diz o apóstolo Paulo a Timóteo. Esta teologia malígna cria nas pessoas, não o sentimento de servir a Deus, a despeito até de “não terem suas vidas por preciosas”, por causa do testemunho de Jesus, mas um sentimento de avareza, de egoísmo e materialismo desenfreados. Vejamos o que nos diz a BÍBLIA e não um falsário como este Morus Cerullo:

Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. 1 Timóteo 6:3-10

“Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”. Colossenses 3:5.

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