O Islã e a escravidão africana

Jornalistas, escritores e blogueiros escrevem em jornais, livros e na Internet (confira o presente artigo, no site  Conheceroisla.com), que o Ocidente cometeu as maiores injustiças contra os africanos, quando do período da escravidão negreira, entre 1500 e 1900. Autores mais lúcidos, com o dever de casa mínimo feito, como o prof. Olavo de Carvalho, desmentem falácias históricas como essas, que perpetuam-se no meios educacionais ocidentais (hoje, tradicionalmente marxistas e anticristãos) como uma “verdade absoluta”, o que não admira, uma vez que acostumamo-nos a um mundo onde só existe um lado da moeda.

É claro que houve tráfico e escravidão no Ocidente (algo em torno de 5 milhões de escravos foram trazidos da África entre os anos supracitados). Mas, vasta e recente documentação tem iluminado um período de tempo maior em que houve o intenso tráfico escravagista ocidental, isto é entre 1500 e 1900, datando de vários séculos logo após o advento do Islã. Estamos falando de escravidão desde o século VII d.C., o qual estende-se até o século XIV, ou seja, 700 anos ininterruptos, nos quais os africanos foram sistematicamente escravizados pelo Islã (através da chamada “África branca”, isto é, ao norte do continente) e cuja população fora praticamente dizimada no mundo muçulmano.

Várias pessoas, entre estudiosos, antropólogos, historiadores e jornalistas têm tentado investigar mais a fundo o mito da exclusiva escravização ocidental na África e o que se tem descoberto tem sido taxado como  chocante e vergonhoso, um mal que deixa a escravização ocidental parecendo brincadeira infantil. O prof. Olavo de Carvalho, com seu jeito peculiar, responde às acusações de um crítico que o acusa de “incomposturas”, no vídeo abaixo. O prof. Olavo refuta-o mostrando variada LITERATURA AFRICANA (E MUÇULMANA) INCLUSIVE, na qual o mito da não escravização islâmica na África é completa e totalmente derrubado! Veja um trecho do vídeo:

Um dos livros mostrados rapidamente pelo prof. Olavo é “O Genocídio Velado”, do antropólogo Tidiane N´Diaye, MUÇULMANO senegalês, economista e pesquisador do Instituto Nacional de Estudos Econômicos. O trecho abaixo foi retirado e adaptado do blog “Adversus”:

  • Tidiane N´Diaye afirma em sua obra que a miséria, a pobreza e a longa estagnação demográfica e os atuais atrasos no desenvolvimento do continente negro, não são apenas consequências do tráfico transatlântico de escravos, como muitos imaginam. O tráfico transatlântico é bem conhecido e tem sido debatido há décadas. Estudos e sínteses sobre este tráfico de escravos são muitos. No entanto, é possível afirmar que o comércio de escravos negros e as guerras provocadas pelos árabes-muçulmanos foram para a África negra, através dos séculos, muito mais devastadoras do que o comércio transatlântico. Entretanto, até hoje, o genocídio dos povos negros pelos árabes-muçulmanos não tem sido claramente conhecido e estudado.
  • Tidiane N’Diaye também observa que a escravidão da África Negra pelos árabes-muçulmanos teve início no século VII d.C. Neste século, os árabes, durante a expansão islâmica, tendo conquistado o Egito, passaram a escravizar numerosos povos da Núbia, Somália, Moçambique e de outros lugares. Os núbios haviam sido duramente tratados pelas forças árabes. Eles se defenderam valentemente, mas confrontados com os números superiores das forças islâmicas, com a determinação dos soldados da jihad e com os assaltos repetidos por jihadistas árabes, os núbios preferiram negociar a paz, no ano de 652 com o Tratado de Bakht. Este tratado assinado pelo monarca africano vencido, determinava a entrega anual de 360 cativos para se tornarem escravos no mundo árabe-muçulmano. Foi deste modo, que em larga escala, o tráfico de escravos negros africanos foi, pela primeira vez, inventado pelos árabes-muçulmanos.
  • N’Diaye utiliza o termo “árabe-muçulmano”, devido ao fato de após o Tratado de Bakht, este comércio de escravos extendeu-se do Saara ao Oriente, o que implica mais e mais povos e regiões, e que vai além do mundo árabe. Os comerciantes que também participaram eram: berberes do Magrebe, turcos do Império Otomano e iranianos, daí persas. Muitos cativos africanos foram vendidos pelos árabes à lugares tão distantes como a Índia. O rei de Bengala, por exemplo, possuía cerca de 8000 escravos no século XV. A maioria dos homens deportados no início deste comércio veio da população de Darfur. Tudo começou lá e, aparentemente, nunca cessou.
  • N’Diaye ao explicar quais foram as formas específicas e as motivações deste comércio de escravos em comparação com o comércio transatlântico diz que no mundo árabe – o sistema Wahhabi (Arábia Saudita), por exemplo – não favorecia desenvolvimento econômico e social através do árduo trabalho de seus habitantes. Isso levou a utilização do trabalho servil fornecidos pelo comércio de escravos negros. A Guerra Santa neste contexto veio a calhar, caso você quisesse se tornar rico. Desde que, cada fiel tinha a obrigação de conduzir uma jihad. Era imperioso submeter e escravizar os não-convertidos. Eles usavam textos do Corão de forma abusiva, a fim de encontrar pretextos para atacar vizinhos infiéis, e privá-los de todos os seus bens. E foi assim que, com de modo consciente e usando métodos que lhes eram convenientes e ‘abençoados’, a maioria dessas tribos árabes convertidas acabava por não viver de recursos próprios.
  • N’Diaye diz ainda que havia a castração maciça de escravos. Porém, antes das castrações terríveis, haviam primeiro, as invasões repentinas e os massacres. Por exemplo, numa Jihad liderada por um místico, iluminado, que se considerava um Mahdi (descendente do Profeta), todo o Sudão até Egito, do Nilo ao Zambeze – foi submetido ao manhunts e venda de cativos. Para se ter uma idéia do mal, é preciso perceber que para caçar e matar 500.000 indivíduos, era necessário matar quase dois milhões de outras pessoas (que resistiram e tentaram fugir). Os nascimentos haviam cessado na época, e, então, em menos de meio século, o interior da África era apenas uma terra desolada. Frente a compra de escravos praticada pelos ocidentais, os muçulmanos os capturavam em expedições guerreiras. Calculava-se que a cada escravo capturado matavam-se outras três pessoas.
  • Diaye fala num verdadeiro genocídio esquecido pela historiografia. Diz encontrar na palavra “genocídio” um termo adequado para um empreendimento sem precedentes. Refire-se ao desdém dos árabes para com os africanos. Um famoso historiador árabe do século XIV, Ibn Khaldum, escreveu: “As únicas pessoas que aceitam a escravidão são os negros, por causa de um grau inferior da humanidade, sendo o seu lugar mais próximo do nível dos animais.” A questão então colocava-se então: como fazer com que esses animais “não se reproduzissem em terras árabe-muçulmanas? A castração parecia ser uma solução bem prática. E assim, neste esforço de humilhar seres humanos, os árabes enviaram a maioria das mulheres negras para os haréns, e mutilaram os homens, usando procedimentos rudimentares que causava uma mortalidade assustadora. Os números relativos a este comércio de escravos são simplesmente horrorosos.
  • N’Diaye diz que o silêncio em torno dos crimes árabes-muçulmanos contra os povos negros funda-se num esforço de minimizá-la, de modo a melhor projetá-lo exclusivamente no comércio transatlântico que também não pode ser esquecido. Esta atitude não saudável e é fortemente influenciada por uma espécie de auto-censura. Como se evocando o passado, o comércio de escravos realizados por árabes-muçulmanos, de alguma forma equivale a minimizar o comércio transatlântico.
 
Assim como “O Genocídio Velado”, várias outras publicações vêm sendo feitas, nos últimos 25 anos, lançando luz através de pesquisas feitas, acerca do quão gigantesco foi, de fato, o sistema escravocrata das sociedades islâmicas na África, que, segundo alguns, superou o ocidental em 3 ou 4 para 1!! Corrigir esta falta histórica é importante, pois estamos vendo, curiosamente, os islâmicos acusarem os ocidentais de terem sido escravagistas… que os isâmicos “trataram bem” os escravos africanos e que “seus desdcendentes” eram igualados às pessoas das civilizações islâmicas em que nasciam: que “descendentes”, se se sabe que a grande maioria dos escravos capturados pelos islâmicos eram castrados e que quse 90%, que era capturado e seguia a pé para os países muçulmanos, morria decorrente das condições su-humanas nas quais eram submetidos, desde sua captura.

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