Aqui, a verdade sobre Dilma e o aborto. Não é um boato anônimo da Internet. Ela defendeu a legalização

Do Blog do Reinaldo Azevedo

Se a página não for tirada do ar, a entrevista em que a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, defende a legalização do aborto está aqui. Foi concedida a Carla Gullo e Maria Laura Nevesm da revista Marie Claire. O título é “A mulher do presidente”. Eu cometi um engano aqui. Havia escrito que a entrevista era de 2007. Não é, não! É de abril de 2009, há pouco mais de um ano.

Dali a alguns meses, a Casa Civil tornaria publico o decreto com o Programa Nacional dos Direitos Humanos, que trazia a legalização do aborto como um… “direito humano”, o que certamente assombra as áreas da política, da filosofia, da religião, da moral e da lógica. E Dilma estava muito à vontade porque, como se nota, falava com interlocutoras que concordavam com ela.

Quando as tais “pesquisas qualitativas” indicaram que essa opinião poderia não trazer votos e até tirar, então a “mulher do Lula” resolver mudar de idéia e se comportar como “a mulher do pastor” — não dá pra dizer “mulher do padre” porque não fica bem…

Então não venham agora alguns coleguinhas escrever coisas como: “O PT combate o boato de que Dilma defende a legalização do aborto…” Ou: “Há uma corrente na Internet segundo a qual Dilma defenderia a legalização do aborto

Calma lá!

Em abril do ano passado, já candidata oficiosa, Dilma defendeu a legalização do aborto. Não é boato! O futuro do pretérito, a depender do caso, pode ser só o tempo verbal da história reescrita.

Trecho da revista:
MC Uma das bandeiras da Marie Claire é defender a legalização do aborto. Fizemos uma pesquisa com leitoras e 60% delas se posicionaram favoravelmente, mesmo o aborto não sendo uma escolha fácil. O que a senhora pensa sobre isso?
DR –  Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.

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