Pesquisadores britânicos reconstroem face de cavaleiro medieval

Da BBC Brasil

Uma equipe de pesquisadores britânicos conseguiu reconstruir a face de um suposto cavaleiro medieval a partir de um esqueleto encontrado no castelo de Stirling, na Escócia.

Os especialistas estão agora tentando descobrir a identidade do guerreiro, que teria morrido no século 13 ou no século 14.

O esqueleto é um dos dez encontrados no local onde teria funcionado uma capela real no castelo. O esqueleto de uma mulher foi encontrado próximo ao do cavaleiro.

Acredita-se que o cavaleiro teria sido morto durante as guerras de independência da Escócia contra a Inglaterra.

O castelo mudou de mãos várias vezes, e os exames tentarão descobrir se o cavaleiro era escocês, inglês ou até mesmo francês.

Documentário

O trabalho coordenado pela antropóloga forense Sue Black, da Universidade Dundee, é tema de um documentário que será transmitido pela BBC na Grã-Bretanha nesta quinta-feira.

Para o arqueólogo Richard Strachan, da agência oficial Historic Scotland, a reconstrução do rosto do cavaleiro dá “uma impressão poderosa” de como o cavaleiro seria.

“Ele era um nobre muito forte e saudável, com o físico de um jogador profissional de rúgbi, que teria treinado desde a infância para lidar com espadas pesadas e outros armamentos, e que teria passado bastante tempo montado sobre um cavalo”, disse.

A Historic Scotland, responsável pela administração do castelo de Stirling, anunciou a contratação de novas pesquisas para descobrir mais sobre os dez esqueletos encontrados no local, incluindo o de duas crianças.

Reforma

Os esqueletos datam dos séculos 13 a 15 e foram encontrados durante as obras de reforma do palácio real do castelo, a um custo de 12 milhões de libras (cerca de R$ 31,1 milhões).

“As técnicas avançaram muito desde que os esqueletos foram encontrados, em 1997, e hoje podemos dizer muito mais sobre a origem das pessoas, seus estilos de vida e as causas de suas mortes”, afirma a antropóloga biológica Jo Buckberry, da Universidade de Bradford, que participa da equipe que reconstruiu a face do cavaleiro.

“Este grupo é muito pouco comum, por causa de onde e quando as pessoas foram enterradas, sugerindo que eles devem ter sido socialmente importantes e que morreram durante eventos extremos como cercos (ao castelo)”, afirma Buckberry.

Os resultados da pesquisa, incluindo a face reconstruída, deverão fazer parte no futuro de uma exposição permanente no castelo de Stirling, a partir do ano que vem.

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