O pastor mercenário

Da Ultimato

O número de pastores, pregadores, conselheiros e líderes evangélicos cresce a cada dia. Antes havia um pastor para cuidar de três ou mais igrejas. Hoje há três ou mais pastores para cuidarem de uma igreja. O número de seminários e de seminaristas é cada vez maior.

Em meio a essa efervescência pastoral e vocacional, há uma pergunta soleníssima a ser feita. Quantos servos de Deus podem repetir em alto e bom som e com toda a honestidade o que o apóstolo Paulo declara aos coríntios: “Eu quero vocês e não o dinheiro de vocês!” (2 Co 12.14, NTLH)?

Imediatamente depois da vocação e do ministério precisa estar o amor. E muito distante da vocação e do ministério precisa estar qualquer vantagem financeira. O que distinguia Paulo dos “eminentes apóstolos” (BJ), ou dos “superapóstolos” (na maioria das traduções), não era só o famoso trio (sinais, maravilhas e milagres), mas especialmente o seu desprendimento em relação aos bens das ovelhas. O apóstolo entendia que “os filhos não devem ajuntar riquezas para os pais, mas os pais para os filhos. Assim, de boa vontade, por amor de vocês, gastarei tudo o que tenho e também me desgastarei pessoalmente” (2 Co 12.14-15).

Embora Corinto fosse a igreja mais complicada e mais cheia de problemas, Paulo os amava profundamente e fazia constantes declarações de amor. Em nenhuma outra epístola o apóstolo revela tanto seus sentimentos de amor como na Segunda Carta aos Coríntios. Vejamos, por exemplo:

“Queridos amigos de Corinto, temos falado francamente e temos aberto completamente o nosso coração para vocês” (6.11, NTLH).

“Já lhes disse que vocês estão em nosso coração para juntos morrermos ou vivermos” (7.3).

“Deus sabe que os amo!” (11.11).

“Visto que os amo tanto, devo ser menos amado?” (12.15).

O ministério pastoral continua sendo uma vocação, um chamado para servir, e não uma profissão, um cabide de emprego, uma fonte de renda extra nem uma via em direção à riqueza.

Para o pastor que não pensa como Paulo e para a sua igreja, seria muito melhor que ele abandonasse o ministério. A outra via seria confessar tamanha distorção com lágrimas e experimentar uma profunda transformação operada por Deus. Até que possa garantir às suas ovelhas: “Não quero o seu dinheiro. Quero, sim, vocês!” (BV).

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