Questões culturais dificultam sepultamentos no Haiti, diz Defesa

Do G1

Missão brasileira adotou medidas para ajudar em resgates.
Corpos de brasileiros estão em câmara fria do batalhão brasileiro.

O ministério da Defesa informou nesta quinta-feira (14) que está adotando medidas para ajudar no resgate e atendimento médico das vítimas do terremoto de 7 graus da escala Richter na noite da terça-feira (12). Segundo relatos dos assessores do ministério, há dificuldade de enterrar os corpos das vítimas fatais por falta de espaço e por questões culturais.

Segundo o relato, muitos haitianos são seguidores da religião Vodu e não permitem que os corpos de seus parentes e amigos sejam tocados enquanto não forem concluídos os rituais espirituais.

Há também grande preocupação com a existência de cadáveres abandonados nas ruas, o que pode provocar epidemias. Algumas pessoas estão sepultando seus mortos em encostas, com risco de exposição dos cadáveres nas chuvas.

Segundo o ministério, as autoridades brasileiras irão propor ao governo haitiano que indique uma área para instalação de um cemitério, para que os engenheiros brasileiros ajudem nos sepultamentos. O ministro Nelson Jobim se reunirá nesta quinta-feira com o presidente haitiano, René Préval.

No caso dos seguidores da religião Vodu, a missão brasileira está propondo que os engenheiros construam as covas e ofereçam aos familiares para que eles façam o sepultamento dentro de suas tradições.

Segundo o ministério, os brasileiros mortos estão em uma câmara frigorífica do Brabatt (Batalhão Brasileiro no Haiti). A Organização das Nações Unidas (ONU) cuida dos procedimentos burocráticos necessários para o traslado destes corpos ao Brasil. O procedimento é necessário para evitar que haja atrasos na tramitação dos processos de indenização às famílias.

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