Os cinco pecados que ameaçam os calvinistas

Por André Venâncio (do blog “Tamos Lendo”)
Adaptado por Artur Eduardo

Apreciei imensamente a leitura desse livreto, que me edificou muito. Seu objetivo é chamar a atenção dos cristãos calvinistas para pecados pouco percebidos aos quais, no entanto, eles não estão imunes. São eles:

1. Orgulho espiritual, entendido como um sentimento de superior percepção espiritual que leva ao desprezo dos irmãos; (o que, em muitos aspectos, não se coaduna à realidade – grifo nosso).

2. Intolerância fraternal, que é a falta de amor aos irmãos em virtude de seus pecados ou de suas concepções teológicas equivocadas;

3. Acomodação no aprendizado, ou seja, a pretensão de já ter aprendido o suficiente sobre as verdades espirituais;

4. Falta de ação, decorrente de uma compreensão equivocada de nossas responsabilidades frente à soberania de Deus; (e isto é uma falha da interpretação bíblica geral – grifo nosso).

5. Isolamento, que consiste em apreciar a tradição reformada, seus protagonistas e suas conquistas mais como relíquias de antiquário que como exemplos a serem aplicados no contexto de nossa vida. (concordo em gênero, número e grau).

Na curta (mas belíssima) conclusão, o autor faz um apelo para que “não apliquemos esses alertas aos nossos conhecidos ou vizinhos, mas que possamos realmente, com sinceridade, buscar a presença de Deus e verificar se não estamos sendo alvo das ciladas de Satanás, caindo nesses cinco ou mais pecados”. Seguindo, portanto, essa exortação, confesso que só em tempos recentes o Espírito tem começado a debelar dentro de mim o primeiro pecado, que creio ter sido, no meu caso, o pior de todos. (…)!

Farei aqui uma breve reflexão sobre o seguinte trecho, que define o primeiro dos cinco pecados denunciados pelo presbítero Solano Portela nesse belo opúsculo:

“Poderíamos definir o orgulho espiritual como sendo uma atitude de desprezo aos outros irmãos. Seria abrigar a sensação de se achar possuidor de uma visão superior. Seria o desenvolvimento de uma atitude de rejeição do aprendizado, contrária à humildade que Deus requer dos Seus servos. Seria achar que somos conhecedores de uma faceta de compreensão que os demais irmãos ainda não alcançaram.”

O autor passa a citar uma porção de grupos que, ao longo da história do cristianismo, atribuíram ou atribuem a si próprios essa condição de superioridade, indo dos antigos gnósticos aos modernos pentecostais. Lembrei-me de que eu já havia detectado um fenômeno semelhante fora do cristianismo, e dei-lhe o nome de “religião das elites espirituais”. Parece-me que ao menos boa parte das religiões tradicionais contém em si essa divisão: as castas no hinduísmo, o sufismo entre os muçulmanos, o monasticismo na cristandade, o perenialismo como um todo. O orgulho espiritual está presente onde quer que o homem se sinta livre para inventar suas próprias formas de devoção.

Visto não haver pecado mundano que não ameace constantemente a Igreja, tais tentações estão presentes também entre aqueles que estão de fato em comunhão com Deus. O objetivo do presbítero Solano, conforme indica o título, é justamente mostrar que nós, calvinistas, não estamos de modo algum imunes a esse pecado. Deus permita que jamais nos esqueçamos disso.

NOTA: Bom texto. Todos deveriam refletir sobre estas palavras, inclusive os “calvinistas”. O problema, penso eu, não é o calvinismo, mas como muitos calvinistas, contemporaneamente, têm demonstrado sua “fé”. Palavras como estas não existem em vão.

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