Médica sugere vetar as “pulseiras do sexo”

As pulseiras coloridas viraram moda entre as meninas pré-adolescentes pelo apego estético. O significado sexual que elas carregam na Inglaterra, porém, não “pegou” entre as brasileiras. A grande maioria simplesmente desconhece o assunto. No entanto, o recomendado aos pais é não deixar as filhas usarem o adereço. “Tem gente que pode achar que é uma provocação, porque elas carregam originalmente esse apelo sexual. Para que ninguém fique na dúvida, melhor não usar”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, que tem especialização em terapia familiar pela Unifesp e é mãe de duas garotas – uma de nove e outra de 11 anos.

“Quando elas apareceram em casa com essas pulseirinhas, não vi nada de mais. Mas quando li na imprensa que na Inglaterra, onde foram inventadas, elas servem para designar brincadeiras sexuais, eu as proibi na mesma hora de usarem essas pulseiras”. Cada cor representa uma ação que vai desde um inocente beijo no rosto até uma relação sexual completa. Para ter essa “prenda”, bastaria, em tese, que o garoto quebrasse a pulseira da menina. “Mas todo mundo sabe que isso não tem nada a ver”, diz Ana Carolina Russo, 14 anos, estudante do Primeiro Ano do Ensino Médio. “As pulseiras são até bonitinhas. Eu e minhas amigas até usamos de vez em quando. Mas ninguém vai fazer nada disso do que falam por aí.”

A doutora Marina concorda com Ana Carolina. “A maioria dessas meninas nem sabe o que essas coisas significam”. A pulseira vermelha, por exemplo, dá direito a uma “lap dance” – será que uma menina de 14 anos sabe o que é isso? O ideal, segundo a doutora Marina, “é não apressar a sexualidade da criança”. Ela explica: “Se tem 10 anos no máximo, melhor nem falar nada – é pura inocência. Se tem 14, uma boa saída é mostrar as reportagens sobre as pulseiras e deixar com que as próprias meninas se posicionem. Elas vão acabar se assustando e deixando as pulseiras de lado”. Por precaução, alguns colégios de São Paulo proibiram o uso das pulseiras. É o caso do Santa Clara, uma escola de freiras na Vila Madalena (Zona Oeste) – coincidentemente, o local em que estudam as filhas da doutora Marina.

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