Uma crítica a um dos mais mordazes intelectuais antagonistas do Deus da Bíblia e ao sistema que tanto defende

Do Blog do Pr. Artur

“O Evangelho Segundo Saramago”… Desmascarado!!!

Há Ateus e ateus. Há Socialistas e socialistas. As maiúsculas são propositais: discernem os que merecem admiração dos que não ultrapassam o lastimável. Na primeira categoria, temos Graciliano Ramos. Na segunda, José Saramago. O socialista/comunista e ateu José Saramago lança em outubro um livro justificando o fratricida Caim. Acredito que o socialista e ateu Graciliano Ramos poderia ter escrito uma obra por compaixão a Abel. Vejamos o porquê.

Brasil e Portugal já produziram romancistas, ensaístas, dramaturgos, cronistas e poetas de estatura, que nada deveram a seus pares de outras línguas: Machado, Eça, Sá Carneiro, Pessoa, Drummond, Almada Negreiros, Bandeira, Cecília Meirelles, João Cabral, o próprio Graciliano – a lista é imensa.

Coube, entretanto, a Saramago o reconhecimento máximo ao nosso idioma por meio de um Nobel. Não cabe aqui discutir-lhe os méritos. Há quem aprecie sua pontuação bissexta, seu estilo professoral, que enfastia o leitor menos ovino. Contudo, sejamos indulgentes com o pouco que se salva: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) é uma obra impressionante. Memorial do Convento (1982) também merece ovações (ok, ok… dou a mão à palmatória aos que dizem que o primeiro é impressionantemente maçante e o segundo mereça ovadas).

Mas veio 1998 e com ele o Nobel. E foi-se o que havia de memorável em Saramago. Alçado à condição de celebridade laureada, danou a garatujar libelos ideológicos e iconoclásticos, invariavelmente imaturos, juvenis. Voltaire, lendo o celerado Rousseau, dizia-se tentado a andar de quatro. Quando leio a resenha de qualquer dos livros de Saramago, vem-me de imediato à mente uma fala de Micael Cássio, tenente do mouro Otelo: “To be now a sensible man, by and by a fool, and presently a beast!” (em tradução livre: “Era um homem sensato, que aos poucos foi-se tornando um idiota; e agora é uma besta”).

Sinal dos tempos e da decadência mental e cultural do Ocidente: espinafrar o Cristianismo ainda é o melhor atalho para a publicidade gratuita e o aplauso fácil. Interessante notar que Pasolini (aquele!) foi rigorosamente respeitoso para com Jesus Cristo em seu “O Evangelho Segundo Mateus”, assim como “Mel Gibson em A Paixão de Cristo”. O mesmo não se pode dizer de Martin Scorcese em “A Última Tentação de Cristo”. Compreende-se: a patota de Saramago, essa nata que se pretende bem-pensante, não admite que se mostre Jesus reduzido por sessões de tortura a um moribundo irreconhecível, mas vai ao delírio quando Ele é retratado tendo fantasias sexuais com Maria Madalena. Voltemos ao escritor português.

Em novembro de 2008, durante a comemoração do cinquentenário do caderno “Ilustrada” da Folha de S. Paulo, José foi sabatinado pelo jornal perante um auditório com cerca de 300 pessoas. Sempre à vontade diante da deslumbrada claque, soltou o verbo:

“A história da humanidade é um desastre contínuo. (…) Esta raiva que no fundo há em mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. Não a merecemos. (…) O que importa é que o mundo estava errado, e eu queria fazer coisas para modificá-lo. O espaço ideológico e político em que se esperava encontrar alguma coisa que confirmasse essa ideia era, é claro, a esquerda comunista. Para aí fui e aí estou. Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. O que isso quer dizer? Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista”. (No fim da entrevista, uma saramaguete mais espevitada berrou do fundo da plateia: “Em nome de todos os brasileiros, obrigada por existir!”)

Não se pode acusar Saramago de incoerência. Ao reconhecer que o Homem não merecia a vida, desposou ele uma ideologia que levou o ódio à Humanidade ao Estado da Arte: em números subestimados, ao menos 150.000.000 de almas foram ceifadas. Precavido, Saramago esconde-se atrás de um subterfúgio curioso, o tal “marxismo hormonal”. Quão conveniente! Em Nuremberg, os nazistas (que foram bem menos prolíficos que os socialistas em produzir cadáveres) alegaram estar cumprindo ordens. Ao sapatear sobre uma cordilheira de defuntos, José de Sousa Saramago sempre poderá dizer: “Eu estava apenas cumprindo meu código genético”.

O que o comunista tardio Graciliano Ramos tem a ver com a história? Em 10/12/2009, por ocasião dos 70 anos da publicação de Vidas Secas, o sempre correto jornalista Reinaldo Azevedo escreveu para Veja um artigo sobre o escritor alagoano (confira aqui). Algumas partes do texto:

“Vidas Secas? É bastante conhecida uma das mais devastadoras passagens da literatura brasileira: as páginas em que Graciliano narra a agonia e morte da cadela Baleia. Fabiano, que vaga com a família pelo sertão, tangido pela seca, decide matá-la com um tiro para aliviar-lhe o sofrimento. Segue um trecho:

“‘A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia (…) E, perdendo muito sangue, andou como gente, em dois pés, arrastando com dificuldade a parte posterior do corpo (…). Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. (…) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora, cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. (…) A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia. (…) A pedra estava fria. Certamente sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás (…) gordos, enormes’”.

Não, não é um campo nazista. Esta foto foi tirada do campo de concentração da extinta URSS. O local onde os ossos estão chama-se gulag. Esta realidade do socialismo comunista está sendo sistematicamente omitida e apagada dos registros históricos, graças desvirtuadores da verdade como José Saramago... tão preocupado com os palestinos... e sem nenhum apreço aos parentes das milhões de vítimas do regime mais cruel da História.

Não, não é um campo nazista. Esta foto foi tirada do campo de concentração da extinta URSS. O local onde os ossos estão chama-se gulag. Esta realidade do socialismo comunista está sendo sistematicamente omitida e apagada dos registros históricos, graças desvirtuadores da verdade como José Saramago... tão preocupado com os palestinos... e sem nenhum apreço aos parentes das milhões de vítimas do regime mais cruel da História.

Prossegue Azevedo:

“Baleia é mais comoventemente miserável quando se arrasta sobre dois pés, quando ‘anda como gente’. Ele não deprecia o homem, comparando-o ao cão; antes, hominiza o cão porque vê com compaixão a nossa condição – e essa compaixão inclemente pelo humano é marca da sua obra. Há dias, em passagem pelo Brasil, José Saramago declarou padecer de ‘marxismo hormonal’. Segundo o escritor português, não merecemos a vida. Ele nos negaria um pedaço de osso. ‘Preás gordos, enormes’, então, nem pensar.”

E conclui:

“‘Todo homem mata aquilo que ama’, escreveu na cadeia o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900). Por isso nos arrastamos, como Baleia, vida afora, em busca de perdão. Somos uns cães. Mas, ainda assim, dignos de amor. E cerraremos os olhos contando acordar felizes, num mundo ‘cheio de preás gordos, enormes’.”

Fonte: Texto de Marco Dourado, extraído do blog Criacionismo.

NOTA Pr. Artur: Saramago é um o intelectual vip mais paradoxal da pós-modernidade: tolerantemente intolerante… politicamente correto racista… progressita defensor de um sistema retrógrado… e um dos ateus mais preocupados com Deus de que se tem notícia!… Mas não é de se admirar que seja um intelectual da pós-modernidade, uma vez que pós-modernidade é isso mesmo! Quanto ao novo livro do escritor, Caim, o site I On-line (de Portugal), publicou:

“José Saramago tem um novo livro, “Caim”, em que o irmão transformado em assassino depois de matar Abel é redimido perante Deus. É o regresso aos escritos com a religião como protagonista, quase duas décadas depois de “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, mas está longe de representar um reencontro ou uma descoberta pessoal. Saramago assim o explicou à agência noticiosa espanhola EFE: “Deus não é de confiança. Que Deus é este que para enaltecer Abel despreza tanto Caim?”

O novo livro já tem roteiro delineado: vai passar em primeiro lugar pela Feira do Livro de Frankfurt, em Outubro, para chegar no final do mesmo mês a Lisboa, onde será apresentado oficialmente. A curta revelação feita pelo autor fala numa nova incursão na Bíblia, momento “irreverente, irónico e mordaz”, que não deverá ser alvo de contestação como “O Evangelho…” na altura da sua publicação (em 1991, vetado para as listas para o Prémio Europeu de Literatura). A pergunta feita a Saramago falava na hipótese de uma “nova crucificação” do escritor. A resposta: “Alguns talvez o façam mas o espectáculo será menos interessante. Os católicos não lêem o Antigo Testamento. Se os judeus tiverem uma reacção, aí já não me surpreendia. Mas não compreendo como é que o povo judeu fez deste o seu livro sagrado. É um conjunto de absurdos, produzido ao longo de gerações e gerações.”

José Saramago terá iniciado a escrita de “Caim” em Dezembro de 2008, para terminar a tarefa quatro meses depois. Não entendamos o resultado final como uma epifania após a recuperação de um período de doença. “Tenho assumido que Deus não existe, portanto não foi esse o meu recurso durante a gravíssima situação em que me encontrei.” Saramago assim o explicou, recordando que “Caim” é novo fruto de “um período de muita inspiração”.

No blogue de Saramago (blog. josesaramago.org), a sua mulher e tradutora, Pilar del Río, apresentou o livro como “uma nova abordagem a um tema muitas vezes tido como intocável”, com Caim, Deus e a humanidade como personagens principais”.

Nota-se, portanto, que Saramago deseja desfilar em alguns círculos intelectuais como um novo protagonista do neoateísmo, como Harris, Hitchen, Dawkins e Dennet. Seu intento é puramente comercial, é notório, do contrário seria um maior contrasenso intelectual deprender tempo e recuros para escrever um livro sobre um Deus que, segundo o escritor português, sequer existe. Esta “alfinetada” na religião ou o resultado de seu período de reflexão (sic) sequer consegue a mínima façanha de se camuflar como algo relevante, haja vista que saiu da pena de um Prêmio Nobel de Literatura.


Em dezembro de 2008, escrevendo ao Instituto de Estudos Latino-americanos (UFSC), disse o seguinte:

“Se o ridículo matasse não restaria de pé um único político ou um único soldado israelita, esses especialistas em crueldade, esses doutorados em desprezo que olham o mundo do alto da insolência que é a base da sua educação. Compreendemos melhor o deus bíblico quando conhecemos os seus seguidores. Jeová, ou Javé, ou como se lhe chame, é um deus rancoroso e feroz que os israelitas mantêm permanentemente actualizado”.

Ahhh, entendi: “ele”, Saramago, não apoia um regime que é conhecido justamente por ser “especialista em crueldade” e “doutor do desprezo”! A culpa é de “Jeová” que incitou os judeus a – sem mais nem menos – serem crueis com os palestinos! Entendi tudo!! Entendi o quanto o Saramago é um pseudo-intelectual convicto de sua própria improficiência. Entendi o quanto tornou-se um dos burladores de perspectiva histórica e o quanto está trabalhando para a concretização da nova e decisiva fase da implantação do movimento revolucionário internacional, com a supressão de todas as vozes contrárias à desilusão histórica que confirmo-se ser o comunismo. O site Lepanto, assim descreve o livro:

 “(…)

O Livro Negro do Comunismo foi escrito por esquerdistas. O coordenador da equipe é Stéphane Courtois, diretor da revista Communisme e diretor de investigações do prestigioso Centre National de la Recherche Scientifique de Paris. Ele vem do maoísmo e se define como anarquista (4). Os títulos e obras dos demais colaboradores ocupam algumas páginas. Por sua vez, a Rússia abriu-lhes arquivos até então zelosamente fechados.

A erudição é esmagadora, e a realidade retratada, estarrecedora. Segundo os cálculos, o comunismo é responsável por cerca de 100 milhões de mortos. Só na China somam 63 milhões, e na Rússia 20 milhões. E isso apesar de os autores minimizarem as cifras. Exemplos: a Comissão sobre Repressão do governo russo concluiu que os bolchevistas mataram pelo menos 43 milhões de pessoas entre 1917 e 1953 (5). Na Coréia do Norte, segundo a agência católica Zenit (6), o comunismo matou de fome 3,5 milhões, sete vezes mais do que os autores informam”.

Roberto Campos, escreveu um artigo, do qual retiro um excerto (o artigo está publicado no site site Endireitar) no qual, de maneira mais profícua, expõe números do comunismo mundial e expõe a “barreira” que os simpatizantes do movimento revolucionário internacional tentam desesperadamente alargar, entre o sistema comunista e a concepção de que a maioria dos crimes – cometidos neste regime – resumem-se à paranoica das nações eslavas:

“Le livre noir du communisme” (Edições Robert Laffont, Paris, 1997), escrito por seis historiadores europeus, com acesso a arquivos soviéticos recém-abertos, é uma espécie de enciclopédia da violência do comunismo. O chamado “socialismo real” foi uma tragédia de dimensões planetárias, superior em abrangência e intensidade ao seu êmulo totalitário do entreguerras – o nazifascismo.

Ao contrário da repressão episódica e acidental das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico, fazendo parte da rotina de governo. Essa sistematização do terror não é rara na história humana, tendo repontado na Revolução Francesa do século 18 na fase violenta do jacobinismo, na “industrialização do extermínio judaico” pelos nazistas, e – confesso-o com pudor – na inquisição da Igreja Católica, que durante séculos queimava os corpos para purificar as almas.

O “Livre noir” me veio às mãos num momento oportuno em que, reaberto na mídia e no Congresso o debate sobre a violência de nossos “anos de chumbo” nas décadas de 60 e 70, me pusera a reler o “Brasil Nunca Mais”, editado em 1985 pela Arquidiocese de São Paulo. Comparados os dois, verifica-se que o Brasil não ultrapassou o abecedário da violência, palco que foi de um miniconflito da Guerra Fria, enquanto que o “Livre noir” é um tratado ecumênico sobre as depravações ínsitas do comunismo, este sem dúvida o experimento mais sangrento de toda a história humana. Produziu quase 100 milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas, sim, algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e, depois, em vítimas.

A aritmética macabra do comunismo assim se classifica por ordem de grandeza: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil). O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana – Lênin, Stálin e Mao Tse-tung. Lênin foi o iniciador do terror soviético.

Enquanto os czares russos em quase um século (1825 a 1917) executaram 3.747 pessoas, Lênin superou esse recorde em apenas quatro meses após a revolução de outubro de 1917. Alguns líderes do Terceiro Mundo figuram com distinção nessa galeria de assassinos. Em termos de percentagem da população, o campeão absoluto foi Pol Pot, que exterminou em 3,5 anos um quarto da população do Camboja.

Fidel Castro, por sua vez, é o campeão absoluto da “exclusão social”, pois 2,2 milhões de pessoas, equivalentes a 20% da população da ilha, tiveram de fugir. Juntamente com o Vietnã, Fidel criou uma nova espécie de refugiado, o “boat people” – ou seja, os “balseros”, milhares dos quais naufragaram, engordando os tubarões do Caribe. A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg: crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.

Não, Saramago, você NÃO está com a razão!

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