Os propósitos de Deus

Do Blog Pr. Artur

“…não o sabes agora; mas saberás, depois”

Conta-se que, em um reino distante, havia um rei que não acreditava em um Deus bom e misericordioso; havia também um servo fiel deste rei, que era temente a Deus e, sempre que possível, conversava com o soberano sobre Deus. Os dois, muito amigos, costumavam caçar juntos. Nestas caçadas, que às vezes demoravam dias, os dois confabulavam sobre a vida, filosofia, espiritualidade. O rei tentava convencer seu servo de que Deus não existia – era uma ideia criada pelos homens. O servo, por sua vez, falava ao rei sobre a coerência da existência de Deus, e dizia-lhe que tudo o que Deus fazia era perfeito, tudo tinha propósito… mesmo que os homens não o percebessem de imediato.

Em certa caçada, um animal atacou o rei. Pego de surpresa, o monarca lutou por sua vida, mas o feroz animal arrancou-lhe um dedo. O rei conseguiu escapar, mas ficou muito consternado por estar, agora, mutilado. Em um acesso de raiva, perguntou ao seu fiel servo e companheiro de caçadas: “Onde está esse Deus de quem você vive me falando, agora? Que ´bondade´ ele teria em permitr que eu fosse mutilado? Que propósito há nisso?”. O servo apenas disse que tudo o que Deus fazia era perfeito e que o rei tentasse ver que Deus, ao menos, o livrara vivo do poder do animal. Irado por não ouvir o que queria, o rei manda prender seu servo e amigo. Na verdade, sua intenção era retirar de seu servo toda crença que este tinha.

Caçador inveterado, o rei partiu para outra viagem, desta vez sem a companhia de seu servo. Caminhando por terras longínquas, entrou em uma região desconhecida e foi capturado por nativos. Estes eram homens primitivos e queriam oferecer o rei aos seus deuses. Extremamente angustiado, o rei chorou e desesperou-se pela forma como iria morrer. Na tribo principal daqueles nativos, a festividade de oferenda de um estranho estava pronta. Batuques, danças, alaúdes e muitas invocações. O rei foi apresentado ao restante da população tribal, preso, sem quaisquer apetrechos que regularmente o identificavam como um monarca e, vendo que aproximava-se o momento de sua morte, começou a chorar. Neste momento, um dos nativos percebe que, ao rei, faltava-lhe um dos dedos. Este nativo tribal chama o xamã chefe e, após uma breve discussão com os demais líderes, decidem soltar o rei; e é aí que o mesmo fica sabendo que, por não mais ter um dos dedos, não seria sacrificado aos deuses daqueles homens – fora considerado “impuro”!

Ao retornar ao seu reino, o rei manda soltar imediatamente o seu servo. Consternado pela situação, o soberano pediu-lhe desculpas e disse-lhe que iria soltá-lo de qualquer forma, quando voltasse daquela caçada. Sua intenção era fazer com que o servo ficasse confuso e triste com a prisão e deixasse de lado sua teimosa crença em Deus. Após contar sua experiência, disse-lhe o rei: “Sei que foi Deus quem me livrou. Eu iria ser sacrificado aos deuses daqueles homens, mas, porque não tinha um dedo, me consideraram indigno de ser sacrificado e me libertaram! Uma coisa, porém, eu não entendo. Sei que Deus me ensinou uma lição. Mas, e quanto a você, meu servo? Por que Deus permitiu que eu o prendesse mesmo sabendo que você era inocente e que meu intento era fazer com que você não mais acreditasse nele?”; ao que o servo respondeu: “Oh, meu rei e amigo, Deus faz tudo bom e perfeito, mesmo que, a princípio, não entendamos. Se tu não me tivesse prendido, certamente iria contigo nesta caçada. Tu não seria sacrificado por causa da falta do teu dedo, mas eu teria sido sacrificado sem piedade aos deuses daqueles homens! Estando preso, mesmo que aparentemente por causa exclusivamente do teu intento, Deus acabou me livrando de uma morte horrível!”. (Adaptado do texto enviado por Patrícia Barbosa).

Moral da história: Se Deus é ilimitado, portanto perfeito, tem tudo sob seu controle. Nada lhe escapa o governo e direção. Mesmo que não entendamos no momento, confiemos que, para tudo, o Senhor Deus tem um plano para que o bem triunfe (e Ele é o “bem maior”), e o seu nome seja glorificado! O sangue derramado dos cristãos que morreram nas arenas de Roma, por exemplo, tornou-se a semente da fé nos corações de gerações posteriores, as quais viveram sob a égide da fé em Cristo.

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