Julio Severo dá entrevista na Revista Cristianismo Hoje, é ridicularizado por esta, se defende das pilhérias do entrevistador e recebe apoio de vários leitores

Do blog Pr. Artur

Essas publicações evangélicas… Abaixo, veja uma carta que o Julio Severo (foto) recebeu e sua notória insatisfação pela forma irresponsável como a entrevista por ele concedida, e a publicação da mesma, foi conduzida pela Cristianismo Hoje. Se todas as considerações da revista sobre assuntos como o homossexualismo e o posicionamento de cristãos mais conservadores estiverem, de fato, relacionadas com posicionamentos políticos prévios ou apenas a posicionamentos críticos a modelos cristãos evangélicos (de cuja liderança perfilam ainda alguns dos colaboradores da revista), então a revista merece muito menos crédito do que já conseguiu. É uma pena, mesmo…

“Acabo de receber email de um leitor, dizendo:

Caro Julio

Esta é a primeira vez que lhe escrevo. Não posso deixar de lhe parabenizar pelas respostas à revista CH. Não sei se você já leu a matéria publicada, mas acredito que não houve nenhuma edição nas suas respostas. Mas, gostaria de saber sua opinião acerca disto:

1. O entrevistador abre a matéria apresentando você como “Autodenominado militante pró-família”, e demonstra um certo desdém ao fazer a sua apresentação, bem como ao seu pensamento.

2. O entrevistador lhe pergunta: “O senhor… denuncia uma suposta simpatia do governo Lula à causa da homossexualidade. (…)”.

Pergunto eu: qual seria a intenção da revista ao falar de uma “suposta simpatia do governo” à causa gay? Isso seria uma estratégia de marketing, um calculado excesso de cuidado com o governo e a militância gay, dando a aparência de que não querem se comprometer, para melhor poder combatê-los? Ou é, pura e simplesmente, covardia da parte deles?

Não é a primeira vez que a revista “escorrega”. Numa edição anterior, o colunista Carlo Carrenho (que também faz parte do conselho editorial) declarou-se favorável à legalização do aborto, “por amor às mulheres que querem abortar”.

Em outra edição, ao fazer uma reportagem sobre a Igreja evangélica brasileira durante os “anos de chumbo”, a propósito dos 40 anos do famoso AI-5, o repórter (ou a repórter) começa a matéria escrevendo, certamente por pura ignorância, que havia uma “suposta ameaça comunista” no Brasil nos anos 60. Escrevi para a revista, fornecendo os devidos esclarecimentos de forma bem sucinta (minha carta foi publicada na edição seguinte).

Escrevo-lhe porque tenho grande apreço por você e pelo seu trabalho. Também vou escrever para a revista, pedindo esclarecimentos sobre esse detalhe da entrevista.

Um grande abraço e que o SENHOR continue a guardá-lo e a usá-lo, para Sua glória.

Ao que tudo indica, a revista Cristianismo Hoje (CH) não desdenhou o articulista pró-aborto, nem o articulista que fez pouco caso da ameaça comunista ao Brasil.

Eu dei entrevista a CH sabendo dos riscos, pois CH já entreteve em seu meio articulistas esquerdistas bem conhecidos, como Ed René Kivitz, Sérgio Pavarine e Ariovaldo Ramos, que em edição recente fez uma defesa explícita do MST e da terrorista comunista Dilma Russef. CH desdenhou Ariovaldo por isso? Claro que não. Afinal, eles estão em casa. Desde o governo Lula até as escolas públicas, é moda falar bem do MST. Desde católicos da TL até evangélicos progressistas, e desde a Ultimato até a defunta Vinde, sempre foi moda fazer isso. O MEP (Movimento Evangélico Progressista) sempre fez isso muitíssimo bem. Por que então, com Ariovaldo Ramos, CH não embarcaria nessa onda?

Mas desde quando CH, que vem originalmente dos EUA, precisa da ajuda de brasileiros para ser assim tão radical? Um dos seus principais articulistas é o americano Philip Yancey, que prega uma graça “progressista”, que aceita ativistas gays sem necessidade de abandonarem o homossexualismo. Politicamente, Yancey, que já foi editor da revista Christianity Today nos EUA, sempre pendeu fortemente para o esquerdismo evangélico. Christianity Today é a mãe americana da “brasileira” Cristianismo Hoje, tornando assim CH, na terminologia usada por Robinson Cavalcanti (fundador do MEP), “fruto da influência branca imperialista anglo-saxônica”.

Claro que nem Cavalcanti, nem CH nem nenhum outro evangélico progressista brasileiro ousa confessar que seu próprio esquerdismo é uma importação dos EUA e “fruto da influência branca imperialista anglo-saxônica”.

Quanto a Carlos Fernandes, responsável direto pela minha entrevista, aceitei responder às perguntas receoso, pois eu estava consciente de que ele ocupara função de confiança na antiga revista Vinde, de Caio Fábio [1]. Vinde, que depois se tornou Eclésia (onde Fernandes era editor), veio para politizar ainda mais a já politizada imprensa evangélica. Vinde era famosa por dar um toque palatável e chique em todas as formas de esquerdismo evangélico. Mas, assim como a própria CH, Vinde não foi pioneira nessa arte tão banal e predominante no Brasil, sendo de longe precedida pela revista Ultimato.

Anos atrás, com muito desdém, Caio Fábio me chamou de “profetinha de internet” e outros adjetivos. Assim, o que eu poderia esperar da publicação de uma entrevista feita por alguém que era de confiança de Caio Fábio? Sem mencionar que a teologia esquerdista de Caio Fábio, devidamente representada por muitos que já escreveram tranquilamente na CH — inclusive Ed René Kivitz, Sérgio Pavarine e Ariovaldo Ramos —, nunca atraiu o desdém nem da Ultimato, nem da Vinde e nem da CH.

Meu chamado envolve atacar de frente as fraudes e mentiras do esquerdismo evangélico e, como deixo claro na minha entrevista original (que não saiu na CH), Caio Fábio é o maior responsável pelo adultério espiritual e político da liderança evangélica do Brasil com a esquerda e com Lula”.
Concordo com muito do que o Julio diz. Esta “cambada” de evangelicalistas light que vemos pululando por aí, com pouquíssimo ou nenhum compromentimento com a Igreja (o que é “verborragizado” unanimente pelos tais), tem atrapalhado (e muito) o crescimento salutar da Igreja, pois se colocam como “bastiões” de um cristianismo moldado aos padrões pós-modernos, politizado, mais parecendo o fruto de um movimento ideológico criado por uma ONG de assistência social do que uma o movimento espiritual e prático criado por Jesus Cristo, acima de de quaisquer preceitos meramente religiosos.

Para ler a entrevista de Julio, sem molecagens de repórteres ou pilhérias inconvenientes, clique AQUI.

Como ficou a entrevista na revista Cristianismo Hoje, clique AQUI.

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