Reportagem comete uma série de erros falaciosos ao divulgar feito de biólogos que, segundo a matéria, “reverteram a evolução”

Do blog do Pr. Artur

Tentilhões das Ilhas Galápagos, arquipélago que ficou famosos após a visita de Charles Darwin em sua viagem, a bordo do Beagle. Muitos bicos indicando tipos diferentes? Sim. Informações genéticas, portanto, diferentes? Sim! Observe, contudo, que se trata da mesma informação genética com variações distintas, o que não endossa a teoria da evolução, nos seus moldes teóricos - baseados na seleção natural. É exatamente isso o que se vê na foto: seleção natural!

Tentilhões das Ilhas Galápagos, arquipélago que ficou famosos após a visita de Charles Darwin em sua viagem, a bordo do Beagle. Muitos bicos indicando tipos diferentes? Sim. Informações genéticas, portanto, diferentes? Sim! Observe, contudo, que se trata da mesma informação genética com variações distintas, o que não endossa a teoria da evolução, nos seus moldes teóricos - baseados na seleção natural. É exatamente isso o que se vê na foto: seleção natural!

O blog “Ceticismo” deu este título a um post: “Cientistas revertem evolução e devolvem barbatanas a peixe”. Vamos lá ver qual o gato que querem vender desta vez. Este (clique para ser remetido ao artigo, na íntegra, direto da Folha de São Paulo – grifo nosso) é o artigo.

Os criacionistas costumam dizer que Darwin está errado porque nunca viram uma espécie se transformar em outra“.

Hum… não. O que os criacionistas costumam dizer é que nunca um tipo de animal se transformou noutro tipo de animal diferente. E até hoje esta alegação nunca se mostrou errada. A especiação acontece e é um ponto super importante no modelo do criacionismo bíblico, já que rápida variação entre os animais é necessária após o desembarque da arca de Noé. Na especiação não há criação de informação genética nova, apenas recombinação da já existente. Alguém devia deixar de atacar um criacionismo de palha.

Pois cientistas americanos acabam de fazer quase isso: transformaram um peixe de água doce no seu ancestral marinho, revertendo a evolução.”

Ancestral marinho… hum… que sairá daqui?… Que animal será o ancestral marinho destes peixes?…

“O resultado culmina um esforço de 11 anos de Kingsley e seus colegas para decifrar o mais novo animal-modelo da biologia, o peixinho esgana-gata (Gasterosteus aculeatus).“

“O que os pesquisadores fizeram foi devolver a esgana-gatas de água doce, que habitam lagos nos EUA, um par de barbatanas pélvicas em forma de espinho. Essas estruturas estão nas populações marinhas do bicho, mas foram perdidas em algumas populações de lagos nos últimos 10 mil anos”.

A recombinação de material genético em laboratório NÃO pode ser equivalente a qualquer hipótese natural, pois há, obviamente, interferência de inteligência. Além disso, o processo de variação adaptativa já era visualizado antes de Darwin, o que é novo para muitos defensores do evolucionismo. Por fim, os criacionistas afirmam que os ancestrais podem ter variações características, por causa de novas recombinações genéticas, mas nunca gerando espécies completa a fundamentalmente novas.

A recombinação de material genético em laboratório NÃO pode ser equivalente a qualquer hipótese natural, pois há, obviamente, interferência de inteligência. Além disso, o processo de variação adaptativa já era visualizado antes de Darwin, o que é "novo" para muitos defensores do evolucionismo. Por fim, os criacionistas afirmam que os ancestrais podem ter variações características, por causa de novas recombinações genéticas, mas nunca gerando espécies completa a fundamentalmente novas.

Uau… portanto, o ancestral marinho dos peixes estudados é… um peixe!!! Bravo!!! Estes peixes só voltaram a ter estruturas que já tinham tido anteriormente. Isto NÃO é exemplo de evolução no sentido darwiniano. Reparem como o evolucionista procura dar nomes bonitos às coisas para fazer os leigos pensarem que alguma evolução aconteceu: “evolução inversa”, “evolução convergente”, etc.

Ao referir o porquê dos peixes terem perdido os espinhos, os cientistas disseram:

Onde há pressão de insetos e pouco cálcio na água, a evolução acabou por eliminar os espinhos.”

Errado! Não foi a evolução. Foi a selecção natural. Parece que os evolucionistas gostam muito de tratar seleção natural e evolução como sinônimos, quando uma coisa não é a mesma que a outra. A primeira trata-se de um processo que elimina informação genética dentre a existente. A segunda é um processo que necessita supostamente criaria informação genética, codificando novas funções e estruturas. (Ver: A seleção natural)

Retrocendo na linha do tempo e focando nas evidências da genética moderna, não há porque afirmar que todos descendemos de um ancestral menos evoluído (ou, como querem os evolucionistas, adaptado, confundindo seleção natural com macroevolução). As características parecem ter sido criadas com o material genético, e a informação que ele possui.

Retrocendo na linha do tempo e focando nas evidências da genética moderna, não há porque afirmar que todos descendemos de um ancestral "menos evoluído" (ou, como querem os evolucionistas, "adaptado", confundindo seleção natural com macroevolução). As características parecem ter sido criadas com o material genético, e a informação que ele possui.

Os cientistas partem então para o nível molecular (que é o que nos interessa):

“O gene que controla quase toda a formação dos espinhos pélvicos, por exemplo, foi identificado: era o Pitx1. Mas Kingsley e colegas ainda precisavam saber o que acontecia no gene para fazer a diferença entre a presença da pelve no animal marinho e sua ausência no esgana-gatas de água doce.

O segredo estava nas sequências de DNA que não trazem a receita para a fabricação de nenhuma proteína (e que até algum tempo atrás eram consideradas mero “lixo” genético), mas que controlam a intensidade com que o gene se liga em certos tecidos e em certas fases do desenvolvimento.”

Eheh… cá está mais um exemplo do suposto “ADN-lixo” que, afinal, não é lixo nenhum mas parte importante da nossa constituição genética. Pouco a pouco, a ciência vai destruindo os mitos evolucionistas.

“Para descobrir que sequências eram essas, o grupo quebrou o DNA em pedacinhos e injetou cada pedacinho em um embrião de peixe para ver no que dava. A busca levou anos.

Finalmente, o time chegou à “região mágica” de controle. Os peixes de lago tiveram em sua evolução um trecho de DNA apagado que estava intacto nos ancestrais marinhos. O tamanho do bloco deletado variava entre as populações, mas a região era sempre a mesma.

A prova final foi feita por um aluno de Kingsley, Frank Chan: pegar o trecho de DNA do peixe marinho e injetá-lo no lacustre. “Ficamos maravilhados em ver que isso funciona”, disse o biólogo. “A região de controle do Pitx1 do peixe marinho gera um peixe que tem uma estrutura pélvica de novo.” O mesmo foi feito para a sequência reguladora do gene Ectodysplasin, que controla a armadura.“

Portanto, tudo o que os cientistas fizeram foi brincar de injeções genéticas. Injetaram material genético de um peixe em outro. Ora, manipular material genético é uma forma de design inteligente e não de evolução aleatória. O material genético utilizado na experiência já existia. Mas o que nós queremos saber é de onde veio essa informação, antes de existir.

CONCLUSÃO

Um exemplo parecido já tinha sido reportado (Ver: A semana que passou – 28 de Maio – 1º tópico). (…) Este tipo de notícia só fortalece o criacionismo bíblico, à medida em que mostra que

– Especiação rápida acontece;

– Os animais reproduzem-se de acordo com a sua espécie;

– As alterações não são o resultado de criação de nova informação genética.

Ficaremos à espera de algum verdadeiro exemplo de mudança na vertical.

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