O caos silencioso dos cristãos nortecoreanos

Como vivem os cristãos no país que mais persegue o cristianismo, no planeta?

Do Portas Abertas
com comentário do Pr. Artur


É muito desencorajador notar o nível de perseguição aos cristãos na Coreia do Norte, até mesmo aqueles que estão supostamente protegidos de acordo com a constituição do país. Mas o oposto é o caso de um país onde cada cidadão supostamente tem direitos fundamentais em termos de permissão para adorar seu Deus da maneira e forma que considerem adequada.

Você pode imaginar um caso como o de Juan Eun Hye, um desertor norte-coreano, que foi colocado sob severa vigilância e enfrentou toda forma de perseguição da Agência de Segurança da Coreia do Norte. “Eu tive que fugir do meu país e me tornar um refugiado. Apesar da educação completamente ateísta, da incessante propaganda anti-religiosa e da tenaz vigilância do governo, nossa família guardou a fé.”

De acordo com o relatório da Portas Abertas, existe um numero de 50.000 a 70.000 de cristãos que estão detidos em vários campos de prisão e há um total aproximado de 400.000 crentes na Coreia do Norte. O relatório também afirmou que os cristãos norte-coreanos podem ser presos por qualquer ato que o Estado defina como crime, por exemplo, ser cristão, fazer qualquer comentário negativo sobre o regime de governo, ter uma foto do Kim II Sung em casa, manter a casa bem limpa ou mesmo viajar para a China atrás de comida.

É digno de atenção, que há oito campos de prisão política na Coreia do Norte que mantêm em torno de meio milhão a um milhão de pessoas e esses prisioneiros políticos estão constantemente sob ameaça de execução. Existe também em torno de 30 campos onde há centenas de milhares de norte-coreanos que trabalham forçadamente todos os dias e dois desses campos juntos tem a mesma área que a Ilhota de Wight*.

A Portas Abertas também relata que nos últimos 30 anos cerca de 500.000 tenham perecido nas enormes redes de cadeias, campos de prisão e em secretos projetos subterrâneos em construção na Coreia do Norte. Isto indica: “A falta de comida combinada com o árduo trabalho exigidos dos prisioneiros significa que eles morriam de desnutrição e exaustão. Alguns dos sobreviventes comiam qualquer coisa que achavam como cobras e ratos”. Como resultado deste cenário, a Portas Abertas iniciou uma campanha diplomática, na qual mostraria as condições dos refugiados na Coreia do Norte e forçaria uma repatriação para a China.

Também a rede WCD de Noticias, Noticias Cristãs e Agência de Mídia tem relatado algumas vezes que cristãos na Coreia do Norte vivem sob constante perigo de assédio, prisão e tortura, e estes cristãos que estão debaixo de regime opressivo devem ter cuidado ao se reuniram para estudar a Bíblia ou adorar, como por exemplo, encontrarem-se em grupos de apenas 3 ou 4 e cobrir todas as janelas.

“Se você for a uma reunião de cristãos na Coreia do Norte, você tem que entender que está colocando sua vida em suas próprias mãos. Por ser descoberto como cristão você pode ser preso. Isto pode levar a sua execução. Portanto, você deve ser muito cauteloso para quem você compartilha informações”, acrescenta.

A ironia deste cenário é que a despeito de toda a intensa perseguição aos fiéis, quase que diariamente na Coreia do Norte, a população de cristãos naquela nação comunista está crescendo cada vez mais e é aberta ao evangelho. Além disso, apesar dos dez milhares de cristãos que são presos por causa da sua fé naquele país, o jornal WCD diz que a fé dos cristãos continua a perseverar apesar de reunirem-se em secreto por necessidade para compartilhar a verdade das escrituras.

NOTA Pr. Artur: Que espécie de poder move uma fé dessas? Qual a estrutura espiritual suportaria, se fosse exclusivamente intrínseca à cosmovisões pessoais de indivíduos ´ludibriados´, ao ponto de se aumentar o ardor pela fé e devoção destas pessoas, como acontece com o Cristianismo? Observe, prezado leitor, que o que o ocorre nestes casos mostra-se fundamentalmente diferente da prática de outras vertentes religiosas. Não há uma ´resistência´ ou uma incitação ao revide por parte dos cristãos. Não há nenhuma ´jihad´ (´guerra santa´) deflagrada pelos cristãos ou quaisquer atos de terrorismo para chamar a atenção do mundo. A Igreja cristã sofre em silêncio debaixo do monstruoso regime nortecoreano. O grito de ´socorro´ provém de entidades que se sensibilizam com a situação destas centenas de milhares de pessoas e chamam a atenção do mundo para seu caos particular. É um ultraje observarmos o silêncio criminoso da ONU e de outras entidades que, muitas vezes, querem ter ingerência em assuntos muito menos graves. Há genocídios acontecendo em diversas partes do globo, atualmente, e por ´n´ motivos: étnicos, religiosos, políticos, etc. Todas as vítimas têm o direito de serem lembradas quando se tornam inocentes mártires anônimos, alvos da intolerância e ódio que faz com que o homem cometa atos horrendos contra o seu próximo. Sua memória precisa ser lembrada. E não poderia, em absoluto, ser diferente com os cristãos e a tortura ´silenciosa´ que vêm padecendo, na Coréia do Norte.

Oremos pelos cristãos nortecoreanos!

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